O Brasil pode não ser a terra dos sonhos para muitos brasileiros, mas os estrangeiros valorizam cada vez mais o País. Jovens de outras nacionalidades chegam em solo da "Pátria Amada" atraídos pela curiosidade de conhecer os mistérios de uma nação tropical e interessados em comprovar o desenvolvimento de sua economia. O interesse em promover a vinda de estrangeiros transformou-se no programa Study in Brazil (www.studyinbrazil.org/br), gerido pelo Bureau Brasileiro de Intercâmbio, que tem coordenação da Belta (Associação Brasileira de Organizadores de Viagens Educacionais e Culturais), desde 2005.
A Belta tem parcerias com instituições estrangeiras da Austrália, Canadá, França, Nova Zelândia, África do Sul, Irlanda, Argentina, Grã-Bretanha, EUA e Espanha.
O governo brasileiro decidiu abraçar a causa e a Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) apoia a iniciativa ao ajudar na divulgação no exterior do projeto Study in Brazil. Neste ano, organizadores do programa estiveram em Los Angeles, nos Estados Unidos, em uma conferência sobre o tema para divulgar a vinda de estudantes para o País. O evento aconteceu em maio.
Esse projeto com participação da esfera pública federal acaba priorizando os grandes centros. Mas em certas ocasiões, é no interior que os estrangeiros são encontrados. Aqui em Franca instituições não ligadas a governos são a porta de entrada.
A AIESEC (www.aiesec.org.br), com sede no Centro de Franca, trouxe para cá a chinesa Mandy, de 22 anos, e a eslovena Lenka, 23 anos. As duas chegaram ao Brasil com o objetivo de consolidar conhecimentos profissionais. Mandy é formada em gerenciamento de sistema de informação e tem pós-graduação em marketing. Lenka é jornalista.
A AIESEC é uma rede global formada por jovens universitários e recém-graduados que através do trabalho dentro da organização e de intercâmbios profissionais, estimula a descoberta e o desenvolvimento do potencial de liderança de seus membros para que impactem positivamente a sociedade. "As pessoas já vêm conhecendo um pouco do Brasil e chegam aqui para procurar um algo a mais", contou responsável pelo marketing da AIESEC, Patrícia Gonçalves Perches.
O Rotary também promove a vinda de pessoas de outras nacionalidades para cá. Neste ano um grupo de cinco mexicanos passaram uma temporada em Franca. "Eles visitaram plantações de café, conheceram a Cocapec (Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas), uma fábrica de calçado, a Estação de Tratamento de Esgoto e a Apae. São profissionais ligados a alguma dessas áreas que veem conhecer novas metodologias", explicou o coordenador de eventos e protocolo da Governadoria, Carlos Eugênio Bittar.
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