Procura por imóveis de até R$ 80 mil cresce 50%


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A procura por imóveis novos com valor de, no máximo, R$ 80 mil em Franca cresceu até 50% no primeiro semestre deste ano em relação aos últimos seis meses de 2008. O motivo seria a oferta de financiamentos subsidiados pelo Governo Federal dentro do programa Minha Casa, Minha Vida. Na outra ponta do mercado imobiliário, despencou a procura por casas e apartamentos usados (com mais de seis meses de ‘Habite-se’) na mesma faixa de preço (leia mais no texto de apoio). A informação foi levantada pelo Comércio junto a quatro das principais imobiliárias de Franca que negociam os dois tipos de imóveis. Luís Carlos Teixeira, proprietário da Teixeira Imóveis, confirmou o aumento da movimentação no segmento de lançamentos depois do início do programa federal. “Hoje a atenção das pessoas está voltada para os financiamentos. Elas querem aproveitar a oportunidade, principalmente para os empreendimentos mais populares”, afirmou Teixeira. De acordo com Sérgio Mazza, da Mazza Imobiliária, apesar de o resultado deste primeiro semestre ter superado o do fim de 2008, ainda não alcançou a movimentação registrada nos primeiros meses do ano passado. “A procura chegou a ser 50% maior para os imóveis de até R$ 80 mil. Também registramos crescimento nas vendas de construções mais caras, cerca de 10% em relação ao segundo semestre de 2008. Em comparação ao início do ano passado, no entanto, 2009 ainda está devendo”, disse Mazza. COMO FAZER Para quem tem rendimento mensal entre R$ 1.396 e R$ 4.650 e quer aproveitar o financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida não há mistério. A compra acontece como de costume. A pessoa escolhe o imóvel que quer adquirir em uma imobiliária ou direto da construtora. Mas, atenção: tem de ser imóvel com ‘Habite-se’ concedido a partir do dia 27 de março deste ano e custar no máximo R$ 80 mil (o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, aumento este valor na última quinta-feira para R$ 100 mil). Na hora de decidir pela forma de pagamento, escolha o programa do Governo Federal como plano de financiamento. Depois é só esperar a aprovação da Caixa Econômica Federal. As vantagens nesse caso são as taxas de juros mais baixas, de 5%, 6% ou 8,16% ao ano - dependendo da renda da família -, contra os cerca de 12% cobrados usualmente pelo mercado. O mutuário poderá pagar o imóvel em até 30 anos, sem entrada.

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