Tumulto marca espera pelo atendimento no ‘Dr. Janjão’


| Tempo de leitura: 2 min
REVOLTA - O microempresário José Antônio Maures na porta do PS ‘Dr. Janjão’ na noite de ontem esperando que sua mulher fosse liberada para a Santa Casa
REVOLTA - O microempresário José Antônio Maures na porta do PS ‘Dr. Janjão’ na noite de ontem esperando que sua mulher fosse liberada para a Santa Casa
O micro-empresário José Antônio Maures, 54, ficou pelo menos quatro horas no Pronto Socorro Municipal “Doutor Janjão”, na noite de ontem. Motivo: sua mulher, a dona de casa Aida Aparecida de Toledo Maures, 48, estava com cólica, suspeita de apendicite e aguardava uma liberação para ser encaminhada para a Santa Casa. José e Aida faziam parte das cerca de 50 pessoas que apinhavam a sala de espera do Janjão. “É apendicite, tem que fazer cirurgia, mas não libera. Tem que esperar cinco horas ainda”, disse José Antônio, que ali estava desde as 19h30 e, por volta de 23 horas, ainda não sabia a que horas iria embora. A reportagem chegou ao local às 22 horas e viu Dênis Cássio, de 22 anos, agonizando de cólica e encostado na porta principal do centro médico. Ninguém o tinha atendido ainda. Entre os pacientes, pairava a revolta e a informação não confirmada de que havia apenas um médico no expediente - o que foi negado mais tarde pela administração do pronto socorro. Também na fila estava o mecânico Rogério Cunha Gabriel, 26, acompanhando a sua mãe, Elisabeth Fátima, 46, que estava com a pressão em 14 por 10 e formigamento no braço, mas sem resposta para o problema desde as 20 horas. Lá dentro, era visível a pressa de funcionários para cuidar dos que já tinham sido encaminhados, como o irmão do vereador Josivaldo Bahia. Consultada pela reportagem, a diretora administrativa do Janjão, Tarsila Verzola de Freitas, disse que havia quatro médicos trabalhando e que as coisas estavam funcionando normalmente. O tempo de espera de uma hora e meia a duas horas, segundo ela, é corriqueiro. Ela também mostrou à reportagem fichas de alguns pacientes que foram embora antes da chamada para o atendimento -que aconteceu às 22h45. “Não está acontecendo nada. É plantão normal, 35 fichas, é típico de pronto socorro. Só que tem muita sutura. Olha (mostrava pacientes), tem três esperando, é uma coisa que demanda tempo, não se consegue fazer em 20 minutos. Tem um cara lá dentro com a cabeça sangrando”, disse, enfatizando que estava dando prioridade para os casos “vermelho” e “amarelo”, os mais graves na escala de classificação do pronto socorro.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários