Denunciados da Operação Quilate adotam o silêncio


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O silêncio foi a tática adotada pelas pessoas denunciadas à Justiça pelo Ministério Público Federal por envolvimento com a compra e venda de diamantes. Apenas representantes de acusados já presos aceitam falar sobre a medida. Na tarde de ontem, a reportagem ligou para o telefone celular do comerciante Miguel Jorge Bittar. Ele atendeu, disse que estava no trânsito e pediu para retornar em dez minutos. O aparelho foi desligado em seguida. Seus advogados não foram encontrados. A empresária Cidinha Vieira também não foi localizada. De acordo com a denúncia do MPF, Bittar e Cidinha realizavam operações de câmbio não autorizadas para integrantes da organização criminosa. Guilherme del Bianco, que defende o comerciante André Luiz Cintra Alves, preso no CDP de Ribeirão Preto, disse que ainda não teve acesso ao teor das denúncias. Ao ouvir da reportagem as acusações que pesam contra seu cliente, avaliou serem excessivas. “Não concordamos, em hipótese alguma, que nosso cliente incidiu nesta quantidade de crimes. Não há nem provas para tudo isto”. Sobre o fato de o processo correr em São Paulo a partir de agora, o defensor comentou que a mudança tornará mais difícil o acompanhamento. A Justiça Federal ainda não se manifestou sobre os dois novos pedidos de prisão preventiva feitos pelo Ministério Público. Em relação aos investigados que permanecem detidos, as defesas informaram que, primeiro vão analisar as denúncias, para, depois, ingressar com pedidos de soltura.

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