Produtores dizem que chuva atrapalhou


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Sérgio Prado, diretor-regional da União da Indústria de Cana-de-Açúcar, falou com a reportagem sobre a alta dos preços. <b>Comércio da Franca</b> - Por qual motivo o preço do álcool teve novo reajuste? <b>Sérgio Prado</b> - Em primeiro lugar, é preciso fazer um esclarecimento. Não temos responsabilidade sobre o varejo. Os fabricantes não têm posto, nem distribuição. A questão do valor final deve ser discutida com o varejo. Do ponto de vista da fabricação, tivemos um reajuste importante no valor do etanol, na faixa de R$ 0,78 para R$ 0,85. Este é o preço que o fabricante está entregando o produto. O motivo circunstancial é que tivemos muitas chuvas nos últimos três, quatro meses. Isto prejudicou demais o andamento da moagem da cana. Por outro lado, é preciso destacar que o valor que estava sendo praticado ao fabricante, na faixa de R$ 0,50, R$ 0,60, é irreal e não remunera a atividade. O aquecimento da demanda também acabou por puxar o preço para cima. <b>Comércio</b> - Novos reajustes podem acontecer? <b>Sérgio Prado</b> - A oscilação de preços tem sido constante. Não temos estoque regulador. A distribuidoras compram e vendem, praticamente, todos os dias. Não temos como fazer previsão de preços sob o risco de sermos irresponsáveis e errar feio.

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