Após a Polícia Federal concluir as investigações referentes à Operação Quilate, o Ministério Público Federal agiu. Ontem, o órgão teria denunciado 25 pessoas à Justiça por envolvimento em quase uma dezena de crimes.
Os investigados são acusados de contrabando, receptação, transação irregular de câmbio manual e operação não autorizada de câmbio com a finalidade de evadir divisas do País, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, falsidade ideológica, uso de documento falso e até moeda falsa. As penas, somadas, podem chegar a 50 anos de reclusão. A acusação também teria pedido a renovação da prisão preventiva dos comerciantes presos em agosto.
A reportagem teve acesso à informação, mas até o fechamento desta edição, às 23h55, não foi possível confirmá-la junto à procuradora da República em Franca, Daniela Pereira Batista Poppi. Por essa razão, a direção do GCN (Grupo Corrêa Neves de Comunicação) optou por não divulgar os nomes dos envolvidos.
A relação traz o nome e a cidade das 25 pessoas denunciadas por envolvimento no comércio ilícito de diamantes e na realização de operações de câmbio não autorizadas. Dez dos denunciados atuavam em Franca. São comerciantes, doleiros e parentes das pessoas presas na operação realizada no último dia 12 agosto. Os demais envolvidos e também denunciados são moradores de São José do Rio Preto (SP), Frutal (MG), Uberlândia (MG), Guarará (MG) e São Paulo, Capital, além de três compradores estrangeiros. Sobre o pedido de renovação da prisão preventiva dos acusados, a alegação da procuradoria é de que são pessoas acostumadas a realizar viagens internacionais e que poderiam deixar o País para não responder às acusações.
Durante a operação deflagrada em Franca em agosto, a Polícia Federal prendeu sete pessoas. Cinco dos acusados ainda permanecem presos (leia matéria de apoio). Os policiais também cumpriram mandados de busca e apreensão em escritórios de comerciantes de pedras preciosas, factorings e em imóveis de doleiros e agiotas. Foram apreendidos carros, computadores e documentos, que teriam comprovado o envolvimento dos acusados nas atividades ilegais.
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