Boa a iniciativa do prefeito em marcar encontros com empresários para discutirem metas, estratégias, marketing, mercadologia etc. Cabeças juntas podem gerar boas idéias e desenvolvimento. Afinal, exércitos de todo o mundo querem comprar coturnos para seus integrantes pela via de licitação. Quem poderá pesquisar possibilidades do tipo, promover ligação das partes interessadas, dar assessoria nesse negócio fornecendo imagens dos produtos via web, cotação de preços, quantidade, qualidade, desenvolver produtos exclusivos, marcas, logotipo, contratos de fornecimento contínuo, embarque, câmbio etc? As empresas têm departamentos de exportação mas existem falhas. Cuidam só da burocracia como se fosse um único e último negócio. Falta interesse, criatividade, auxiliar o comprador no sentido de assessorá-lo no seu próprio negócio, estender um longo braço de assessoria que vai além do importador e, sem gastos, porque estamos na era da informática. (...) Sobra arrazoamento mas falta articulação. É mais ou menos como você como dar um hidrômetro para que uma pessoa gaste água e você lucre; dar um celular para que alguém faça ligações e você lucre. Você desenvolve modelagem de acordo com o desejo dos lojistas e avisa o importador que será obrigado a importar por via de consequência, senão os concorrentes entram. Não é difícil hoje, sem gastos, saber quem está embarcando ou comprando o que, de quem e a que preço. Pagamentos podem ser facilitados pela via governamental ao invés de dispor de divisas para pagar dívidas com certos países. Em compensação, entra o sapato. Ao invés de carta de crédito e fechamento de câmbio o fabricante recebe adiantamento em reais. Os SECOM`s (setores comerciais de embaixadas e consulados) podem servir aos calçadistas muito melhor do que já fazem.
Carlos Matias
Franca - SP
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