Depois de adiar a votação nas duas últimas sessões, a Câmara rejeitou, ontem, a autorização para a Prefeitura abrir créditos adicionais suplementares no orçamento fiscal deste ano no valor de R$ 1,2 milhão. Parte do dinheiro seria aplicada no setor de trânsito. A oposição resolveu votar contra a proposta por entender que o dinheiro seria retirado da assistência social.
Como já havia ocorrido nas reuniões passadas, os debates foram acirrados e provocaram um racha no PSB. O vereador Valter Gomes foi à Tribuna e surpreendeu ao renunciar à liderança do partido. “Tenho me sentido incomodado com a falta de coesão dos colegas. Talvez eu esteja fora de rota. Por isto estou deixando a liderança da bancada neste momento”.
A atitude foi motivada porque Joaquim Pereira Ribeiro e Paulo Zamikhowsky, ambos do PSB, teriam descumprido um acordo para aprovar uma emenda que resguardava 30% do R$ 1,2 milhão para as entidades assistenciais. Os votos contrários ajudaram a rejeitar a proposta.
Na sequência, o projeto foi levado à votação e também não passou. “Fiz o encaminhamento e estava mais ou menos convencionado que seria aprovado, mas, de última hora, houve algumas convenções externas e fiquei sozinho como integrante do PSB. Surpreendentemente, os dois colegas votaram contrários à emenda e isto fez com que o projeto também fosse rejeitado. Prejudicamos as entidades e o setor de trânsito”, disse Valter Gomes.
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Joaquim Ribeiro procurou amenizar o racha na bancada e afirmou que não há problema de relacionamento entre os vereadores do PSB. “O Valter continuará sendo nosso líder eterno. Não adianta ele falar que não, pois continuará sendo. Votei contra a emenda respaldado pelo meu juízo crítico. Não havia nenhuma combinação de fechar questão”. Zamikhowsky afirmou que já havia decido votar contra, pois tinha a promessa do secretário de Finanças, Sebastião Ananias, de que os repasses para as entidades seriam reajustados em 30% no ano que vem. Também procurou colocar panos quentes na decisão de Valter Gomes renunciar à liderança do PSB. “Espero que ele volte atrás. Talvez ele não tenha entendido meu posicionamento, mas é uma pessoa que respeito muito”.
Questões partidárias à parte, a bancada governista afirmou que a rejeição ao projeto prejudicará o serviço de sinalização de ruas, que já estaria suspenso há duas semanas por falta de recursos. Em outra derrota aplicada pela oposição ao Executivo, a Câmara rejeitou em segunda votação o projeto que revogava o artigo 260 da LOM (Lei Orgânica da Município). Ele prevê a destinação mínima de 10% do orçamento anual para ser aplicado em promoção e assistência social.
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