Enquanto a sessão se desenrolava no plenário, outra discussão paralela se desenvolvia nos corredores da Câmara. Quatro suplentes que poderiam ser beneficiados pela PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que recompõe as Câmaras Municipais, fizeram lobby para que os futuros companheiros assinassem um projeto de lei para alterar a LOM (Lei Orgânica do Município), que fixa em 15 o número de vagas no Poder Legislativo. A intenção era se antecipar e preparar a casa para receber 23 vereadores caso a Justiça dê o aval para a medida entrar em vigor na atual legislatura.
O ex-vereador José Barbosa da Silva, o Zezinho Cabeleireiro, primeiro suplente do PTB, foi o primeiro a chegar com o anteprojeto debaixo do braço. Depois, apareceram Nirley de Souza, Donizete da Farmácia e o pastor Cristiano. Conversaram com os vereadores em busca de apoio. “É um direito que temos. Precisamos adequar a lei municipal à Constituição”, justificou Zezinho.
O suplentes conseguiram apenas cinco assinaturas de apoio e perceberam que o clima não era favorável para obter mais adesões a uma proposta cuja repercussão negativa é certa. “Só vou assinar quando vocês forem diplomados e a Justiça decidir que está tudo certo”, disse Laércinho (PP).
Diante do clima contrário, os suplentes decidiram recuar e aguardar o momento mais propício para convencer o presidente da Câmara a apresentar o projeto. “Só queríamos adiantar a mudança, pois, se houver a oportunidade de sermos empossados nesta legislatura, a lei já estaria adequada à Constituição. Não iria prejudicar nenhum vereador, mas resolvemos esperar a decisão lá de cima para que todos possam ficar tranquilos na hora de votar”, explicou Nirley.
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