Presos ‘perdem’ celulares e drogas


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Polícia de Franca faz operação na cadeia e encontra 16 celulares, além de porções de cocaína e maconha
Polícia de Franca faz operação na cadeia e encontra 16 celulares, além de porções de cocaína e maconha
Policiais civis realizaram na manhã de ontem uma varredura na cadeia do Jardim Guanabara. Na operação “pente fino”, mais uma vez, celulares, drogas, “chuchos” (facas artesanais feitas pelos presos) e chips de celulares foram encontrados. A revista contou com homens fortemente armados do GOE (Grupo de Operações Especiais). A Polícia Civil decidiu revistar as 28 celas onde estão recolhidos 220 presos, depois de uma determinação do delegado seccional Maury de Camargo Segui. A ordem era retirar os detentos e colocá-los no pátio. A ação começou por volta das 8 horas. Equipes com investigadores e carcereiros foram montadas para fazer a vistoria minuciosa nas celas. “Reunimos cerca de 14 policiais do GOE e agentes das delegacias de Franca. Por determinação do nosso seccional ocupamos a cadeia, com objetivo de encontrar produtos ilícitos”, disse o delegado Márcio Murari, um dos delegados que comandou a operação. Durante a revista nas celas, nos dois pavilhões da cadeia do Guanabara, foram apreendidos 16 aparelhos celulares. “O efeito surpresa foi fundamental para encontrarmos os celulares. Numa das celas localizamos cocaína e maconha. A droga estava sendo vendida dentro da cadeia”, disse Murari. Além de celulares, a polícia apreendeu 27 porções de cocaína e 29 de maconha. Segundo o delegado, a droga passou por uma eventual falha na revista de familiares dos presos durante os dias de visita. “Isso infelizmente acontece em todas cadeias do Brasil. Não vejo uma facilitação por parte dos carcereiros. Acredito que a droga entrou em dias de visita. Estamos apertando o cerco contra esse tipo de situação. Prova é que na semana passada a Dise flagrou uma mulher tentando entrar com cocaína escondida em suas partes íntimas”, disse Murari. A polícia localizou um papel com anotações da suposta comercialização de entorpecentes na cadeia. Uma espécie de contabilidade. Quatro detentos que estavam na cela onde a droga estava escondida foram levados para sede da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) onde foram indiciados novamente por tráfico de drogas.

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