O poder da internet


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Quem tem medo da internet? Essa pergunta está presente em diversos blogs e sítios dessa fantástica via virtual de relacionamento e integração. Uma das maneiras de analisarmos a importância da Internet nas nossas vidas é quanto ao ganho pessoal que o seu uso pode nos trazer. A internet tem constituído importante instrumento e grande fenômeno de transformações. Estreita o mundo tornando-o facilmente conhecido e facilmente assimilado por todos. Democratiza a informação. Tira o homem de sua aldeia e o torna universal. Por outro lado, há quem diga que a internet tirou das pessoas o encontro frequente entre amigos e familiares. Discordo totalmente. Encontro, como antes, meus amigos e familiares todos os finais de semana para um bom papo e um bom vinho. Mantenho com eles, isto sim, via internet, um contato diário que não havia antes. Portanto, a internet tem me mantido mais `familiar e mais amigo`. Além disso, possibilita-me uma oportunidade ainda mais fantástica: reatou-me a vários e antigos amigos da infância e adolescência. O rememorar o passado - através da troca de e-mails e de chats - me permitiu resgatar antigas amizades que, indiscutivelmente, estavam fadadas ao esquecimento ou, quando muito, a uma saudosa lembrança. Digo mais. Tenho feito interessantes amizades virtuais que trouxeram pontos de vistas importantes às minhas reflexões diárias. Artigo meu, publicado neste Comércio, me possibilitou o recebimento de 26 e-mails de pessoas que não conheço pessoalmente, com comentários que, certamente, eu não teria recebido não fosse a internet. O campo do conhecimento, também expandido pela internet, é imensurável. Tenho certeza absoluta que em 15 anos de uso contínuo da grande rede, assimilei informações que valem por várias encarnações. Aliás, haja espaço para tanta informação! Bibliotecas e museus encontram-se disponíveis no espaço virtual. É óbvio que visitar virtualmente um museu não substitui a visita física, mas pergunto: qual a porcentagem da humanidade que tem ou terá a chance de visitar os mais famosos e importantes museus do mundo fisicamente? Baixíssima! Portanto, um viva às visitas virtuais! Há outro aspecto fantástico: educação à distância, aquela que o jornalista Gilberto Dimenstein chamou, no jornal Folha de São Paulo do dia 30 de agosto de democracia à distância, aliás, muito propriamente. Graças a essa possibilidade de qualificação educacional mais de 700 mil brasileiros puderam - em 2008 - aprender. E não pensem os pessimistas que a qualidade não é boa. Sou professor universitário das duas modalidades: presencial e à distância. Posso afirmar que o nível da participação dos alunos nos cursos à distância, muitas vezes supera - em qualidade - o dos alunos dos cursos presenciais. Enfim, quem tem medo da internet? Apenas certa elite que não quer socializar a informação e o conhecimento... e aqueles que gostam da solidão. Cassiano Pimentel Agente de exportação e professor universitário

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