Cresce procura por cursos profissionalizantes


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MULTIFORMAÇÃO - Rosângela Rezende é vista na Escola Técnica Industrial: além de cursar História na Unesp, jovem faz curso técnico em Administração para ajudar a conquistar um emprego
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Franca ganhou 1.217 alunos nos cursos profissionalizantes nos últimos três anos, um acréscimo de 76%. Resultados preliminares do Censo Escolar da Educação de 2009, divulgados pelo Ministério da Educação anteontem, apontam que, em 2006, a cidade tinha 1588 matriculados no ensino técnico público e privado. Três anos depois, o número de matrículas subiu para 2805 alunos. A formação mais rápida que a dos cursos de graduação, a busca do aperfeiçoamento profissional e os custos são os principais atrativos. Os cursos técnicos são feitos de um ano e meio a dois anos. Escolas em Franca oferecem cursos técnicos gratuitos. A rede privada alavancou os dados. Ganhou quase mil alunos em três anos. No ano de 2006, possuía 468 alunos e, em 2009, está com 1408. De olho na maior demanda, as instituições ampliaram o leque de cursos, têm maior oferta de horários e investem na abertura de novos pólos para ministrar as aulas. O Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) registrou aumento na procura pelos cursos técnicos. Também investiu neste segmento. Desde 2008, possui turmas no período da tarde, além do noturno. O rol de cursos foi ampliado. A clientela tem mais seis opções de escola, como técnico em redes e em design de interiores. Para 2010, dois novos títulos estão programados: técnico em nutrição dietética e em turismo. “O ensino técnico é mais rápido. O aluno aprende o conteúdo e já está pronto para o mercado. Fizemos uma pesquisa e 80% dos alunos do Senac conseguem emprego. É também um direcionamento para a faculdade. Eles fazem o técnico, arrumam emprego e podem pagar uma faculdade”, disse Josiane Serrano, gerente do Senac de Franca. As mensalidades variam de R$ 150 a R$ 250. Segundo ela, há casos de estudantes que concluíram a faculdade, mas voltam a estudar para incrementar o currículo. No vestibulinho da Escola Técnica “Doutor Júlio Cardoso” (Industrial), a concorrência nos cursos técnicos é, em média, de quatro candidatos por vaga. O diretor da unidade, Mauriel Abib, disse que se tivesse mais espaço teria demanda para formar novas turmas. “Começamos sempre com as classes lotadas. Cada turma tem em média 40 alunos”. Para atender o excedente de alunos e aproveitar o espaço ocioso nas escolas, o Estado decidiu abrir extensões dessa modalidade de ensino. Em Franca, desde agosto deste ano, dois cursos (administração e contabilidade) são oferecidos na Escola “Antônio Fachada”. A partir de 2010, novo pólo da Industrial será aberto na “Otávio Martins”. Desde o início deste 2009, a jovem Rosângela Silva Rezende, 19, passou a fazer parte da lista de matriculados no ensino técnico da Industrial. Ela está no 2º ano do curso de História na Unesp de Franca e resolveu fazer o técnico em administração para tentar antecipar sua colocação no mercado. “Já tinha intenção de fazer um curso técnico porque a graduação é muito demorada. O curso de administração terminarei em um ano e meio. Quero trabalhar para não depender dos meus pais para me sustentar até eu me formar”.

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