População protesta contra mudanças nas regras de casamentos em Claraval


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<b>TUDO NOVO</b> - Imagem feita ontem mostra Mosteiro de Claraval (MG) que anunciou novas regras para casamentos realizados a partir de janeiro de 2010: escadaria, por exemplo, não poderá mais receber enfeites.
<b>TUDO NOVO</b> - Imagem feita ontem mostra Mosteiro de Claraval (MG) que anunciou novas regras para casamentos realizados a partir de janeiro de 2010: escadaria, por exemplo, não poderá mais receber enfeites.
A mudança nas regras para casamentos realizados no Mosteiro de Claraval (MG), que passam a vigorar a partir de janeiro de 2010, revoltou a população. A matéria tratando do assunto foi publicada pelo Comércio na edição do último domingo, 20. Os padres limitaram o número de padrinhos, de pajens/damas, de músicas e de enfeites no altar. Os bancos só podem ser decorados com tecidos. As canções permitidas têm de ser de cunho religioso e em português (veja quadro com as proibições). No site do jornal, a reportagem teve recorde de leitura. Foram registrados 5.484 acessos. A matéria foi a mais lida de setembro. Leitores teceram comentários sobre a história do casal Wellington Ferreira e Keila Junqueira que, no dia 30 de maio deste ano havia agendado casamento no mosteiro para 27 de março de 2010 e há dez dias foram chamados pelo padre Marcos, vigário paroquial do mosteiro, e comunicados das novas regras. Eles mudaram o local da celebração. A maioria se mostrou solidária ao casal e discordou da reformulação das normas para os enlaces realizados no local. “No casamento do meu filho, que aconteceu em Claraval no ano passado, tinha 24 casais de padrinhos e ninguém reclamou. Se os noivos estão pagando para se casar na igreja, acredito que eles devem ter a liberdade de escolher a decoração, a música”, disse a escriturária Natália Brígido. As taxas de casamento cobradas pelo mosteiro vão de R$ 300 a R$ 350. O comerciário Daniel de Macri tem opinião parecida com a de Natália. Acha que os noivos têm direito a escolher como querem a cerimônia matrimonial, pois estão pagando para ser realizada. “Sou totalmente contra essas limitações. Cada um faz o casamento do jeito que pode, com o dinheiro que tem. Este padre de Claraval não pode se esquecer que os noivos pagam para se casar e que a igreja sempre foi mantida com o dinheiro do dízimo, doado pelos fiéis”. Houve pessoas que concordaram com as limitações impostas pelo mosteiro, pois acham que a maneira como alguns casamentos são feitos faz o significado religioso da celebração ficar em segundo plano. “Eu concordo com essas limitações impostas pelo padre. Jesus nasceu em uma manjedoura e levou uma vida simples. Toda essa pompa dos casamentos de hoje não combina com isso”, disse a professora Maria Rita Corona. “Dou razão para o padre porque o lado religioso ficou de lado e as pessoas só pensam no status que a cerimônia pode dar à família”, comentou Silvana Mendes, dona de casa. Depois de cinco dias de silêncio, sem atender aos telefonemas da reportagem e sem retornar as ligações, padre Marcos, vigário paroquial do Mosteiro de Claraval, atendeu o Comércio ontem. Disse que as novas regras vêm sendo pensadas em conjunto, há anos, e visam evitar exageros durante as celebrações matrimoniais (leia mais nos apoios). <i>Colaborou Gabriel Ciciliani</i> <p style="text-align: center;"><a target="_blank" href="http://francainsight.wordpress.com/files/2009/09/a6-nao-pode-regras-da-igreja.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-601" title="arte/comércio da franca" src="http://francainsight.wordpress.com/files/2009/09/a6-nao-pode-regras-da-igreja.jpg" alt="arte/comércio da franca" width="480" height="347" /></a></p>

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