Garoto de 11 anos ameaça professor de morte em sala de aula no Leporace


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Um professor de história da quinta série da Escola Estadual “Sudário Ferreira”, no Leporace, chamou a polícia na tarde da última sexta-feira após ser ameaçado de morte por um aluno de apenas 11 anos. O menino teria decidido deixar a sala de aula e desafiado o professor que teria tentado impedi-lo. “As ameaças começaram quando tentei levá-lo à direção. Ele disse que ia me pegar fora da escola e que eu já estava com os dias contados. Ele falou que ia me matar...”, disse o educador ao Comércio. O episódio, segundo o docente, aconteceu por volta das 17h30. O professor ainda revelou que em sua última aula do período, o estudante o ameaçou seguidamente na sala de aula, diante de 30 alunos, na diretoria e no pátio da escola. Tudo teria começado, quando o garoto pegou o material e disse que ia embora da classe sem pedir autorização. “Ele foi para o fundo da sala e começou a me ofender. Enquanto ele me ameaçava, liguei para a Polícia Militar”, contou. O professor disse temer não apenas o que a criança seria capaz de fazer, mas as atitudes de amigos mais velhos, de pessoas do convívio dele. “Tem sempre um ou outro de fora que vai chegar e falar que isso não pode ficar assim”, completou. Policiais da Ronda Escolar estiveram no local, mas não registraram a ocorrência. O Conselho Tutelar também foi acionado, mas segundo a conselheira de plantão Eli Vitoriano Gomes, naquela noite não haveria muito o que fazer. “Eu perguntei se havia ocorrido agressão física e a direção da escola disse que não. Como já eram mais de 18 horas e o menino já havia sido liberado, pedi que ela mandasse um relatório hoje (ontem) pela manhã. Ela ainda não mandou. A gente tem que notificar, orientar e encaminhar essa família para atendimento psicológico”, disse a conselheira. No fim da tarde de ontem, a direção da escola confirmou à reportagem que a discussão em sala de aula realmente aconteceu, mas considera ter havido exagero na reação do professor. De acordo com o manual de Normas Gerais de Conduta da Secretaria Estadual de Educação, o docente deveria ter levado a criança à diretoria que, por sua vez, decidiria o que fazer. Eventualmente os pais, a polícia e o Conselho Tutelar seriam chamados, mas a decisão caberia ao diretor da instituição de ensino. Apesar de toda a confusão, o menino assistiu às aulas na tarde de ontem normalmente. Sua mãe foi chamada à escola para conversar sobre a agressão e o encontro com a direção está marcado para hoje à noite. <b>DIA A DIA</b> Inquieto, “dançante”, magro e com cerca de 1,30 metro de altura, para a direção da escola o aluno de 11 anos da quinta série é uma criança normal. “De vez em quando a gente tem que chamar a atenção porque ele não para, mas como ele, pelo menos uns 15 são encaminhados todos os dias para falar com o diretor”, disse um funcionário da instituição de ensino que preferiu não se identificar. Já o professor que afirma ter sido ameaçado de morte pelo menino, tem outra opinião. “Ele dá trabalho. Já pegou acho que duas suspensões. A maioria do corpo docente aqui é formada por mulheres. Elas relevam, mas ele já agrediu verbalmente outras pessoas aqui na escola”, disse. Colaborou Rodolfo Tiengo

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