Ouvi um político de `alta patente` dizer que a desigualdade social é culpa dos governos militares. Ora, estamos cansados disso. O governo militar durou 21 anos aproximadamente e os atuais governantes, que se intitulam `democratas` já estão no poder há mais de 24 anos.
Ao invés da classe política apenas jogar a culpa no passado, deveria fazer uma auto-análise refletindo o que fizeram ou poderiam ter feito na busca de um equilíbrio social que na realidade, ficou nos palanques das `Diretas Já`.
Nas últimas décadas, em nosso País, priorizaram-se reformas políticas e econômicas. Após várias tentativas controlou-se a inflação, privatizaram-se estatais, liberou-se o mercado etc., isso, na alternância de governo de ideologias diferentes. Porém, a nossa classe política deu pouca atenção ao desenvolvimento humano. Vejamos: a distribuição de renda continua sendo uma das mais perversas e injustas do planeta; o desemprego e a violência aumentam dia a dia nas pequenas, médias e grandes cidades das zonas urbanas e rurais; apesar da propaganda, os problemas de saneamento persistem e ainda temos surtos de epidemias de dengue, malária, febre amarela, dentre outras; há milhões de crianças e adolescentes fora das salas de aula, sem contar a pouca oferta de vagas em universidades públicas; as creches e pré-escolas atendem apenas duas em cada dez crianças entre zero e seis anos de idade; a grande maioria dos cidadãos não possui plano de saúde privada e sofrem a humilhação de não serem devidamente atendidos na rede pública de saúde; o índice de mortalidade infantil ainda é assustador; milhões de aposentados recebem apenas um salário mínimo mensal que não lhes dá condições de uma velhice digna; ainda persiste o analfabetismo, sem contar a existência dos `analfabetos diplomados` em razão da má qualidade do ensino e da ausência de alunos retidos; trabalhadores rurais não possuem garantia mínima de sustento etc.
O IDH - Índice de Desenvolvimento Humano da ONU - Organização das Nações Unidas, que mostra a evolução da qualidade de vida realmente cresceu e superou em muito o índice de 1985 (0,687). Porém a melhoria deve ser atribuída ao aumento do PIB per capita que reflete o impacto do crescimento da atividade econômica, principalmente por influência dos Estados do Sul e Sudeste do Brasil.
Os problemas continuam tão graves como no passado e não se resolveram com a mudança do regime político. As reformas efetuadas foram incompletas, pois prevaleceu o lobby dos interesses `obscuros`.
Ao invés de somente jogar a culpa no passado, necessitamos de lideranças que estabeleçam: regras eleitorais claras e duradouras; voto facultativo e financiamento público de campanha; Justiça ágil e que funcione igualmente para ricos e pobres, sem a intervenção política do Poder Executivo em suas decisões; luta contra a corrupção; combate à exclusão e busca de geração de empregos; estímulo ao exercício saudável da cidadania; melhor distribuição da riqueza nacional; reforma tributária que garanta maiores recursos aos municípios, onde efetivamente o cidadão vive.
O desenvolvimento humano requer investimentos em segurança, saúde, educação, moradias dignas, sistema de transporte adequado, oportunidades de emprego, garantia de assistência, amparo na velhice etc.
Enfim, há necessidade de uma inversão de prioridades neste País que, nossas autoridades, as mesmas que pregaram e prometeram tais mudanças em palanques, ainda não buscaram. Mesmo com tais dificuldades, o `sonho ainda não acabou`.
<b>NOVA REITORA DA UNIFRAN</b>
Assumiu na semana passada a reitoria da Universidade de Franca – da qual nos orgulhamos de fazer parte de seu quadro de colaboradores –, a Profa. Dra. Rosalinda Chedian Pimentel. A ela os nossos votos de boas vindas e sucesso em sua jornada.
<b>COMANDOS NOTURNOS</b>
Parabéns à Polícia Militar pelos comandos efetuados em pontos estratégicos no período noturno, os quais efetivamente conseguem, sem nenhuma dúvida, prevenir a criminalidade. Também, pelo retorno da Patrulha Rural.
<b>CPFL - MANUTENÇÃO DE REDES</b>
O Executivo e Legislativo municipais, bem como nosso deputado federal, poderiam cobrar da concessionária de energia (CPFL) posicionamento oficial em relação a sua responsabilidade em assumir a manutenção das redes de energia rural que foi definida e programada em reunião realizada na Câmara Municipal de Franca onde assumiriam todo o sistema até o final do ano de 2008, o que não ocorreu. A propósito, não assumiram a manutenção da rede mas alteraram há muito tempo a cobrança da energia rural para os mesmos índices de fornecimento da energia urbana, fato que inclusive inviabilizou a sobrevivência de pequenos produtores rurais de nossa região.
<b>CRISE NA FORMULA 1</b>
Quem é mais antiético: quem bate propositalmente para favorecer sua equipe ou quem deixa-se ultrapassar a poucos metros da linha de chegada, também para favorecer a equipe?
<b>Toninho Menezes</b>
<i>Advogado, administrador de empresas, professor universitário</i>
toninhomenezes@comerciodafranca.com.br
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