Polícia prende sete pessoas em ônibus lotado de tênis fabricado em Franca


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Uma operação da Delegacia Antipirataria, ligada ao Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), da Polícia Civil, prendeu sete pessoas e apreendeu um ônibus com um carregamento de tênis e porta-CDs ontem de manhã, em São Paulo. O veículo teria partido de Franca com direção ao Brás, tradicional bairro de comércio popular na região central da cidade. A polícia não divulgou os nomes dos envolvidos, a quantidade de produtos apreendidos e nem da empresa proprietária do ônibus. A reportagem tentou falar com o delegado responsável pela operação, cujo sobrenome é Lamberti. Ele não atendeu a ne nhuma das ligações feitas ao longo da tarde. De acordo com a assessoria de imprensa do Deic, o ônibus carregava inúmeros pares de tênis da marca Oakley, conhecida entre praticantes de esportes radicais. Além dos calçados um grande número de porta-CDs também foi apreendida. Não foi divulgada a quantidade de nenhum dos itens. Segundo o assessor, identificado por Maurício, os nomes das pessoas presas não foram divulgados porque ainda não haviam sido indiciados. Às 18h50 de ontem, o assessor ainda afirmou que apenas uma perícia poderia afirmar se os calçados apreendidos eram falsificados ou fabricados regularmente, mas desviados sem o conhecimento da empresa detentora da marca. “A gente sabe que é tudo falsificado, mas para afirmar isso com certeza só após o resultado do exame pericial”. As sete pessoas detidas continuavam presas até o início da noite de ontem. <b>ESQUEMA CONHECIDO</b> O ônibus de Franca nem mesmo teria chegado ao Brás, mas interceptado pouco antes do destino, quando entrava em um estacionamento na Avenida do Estado. Os policiais já sabiam que o veículo saído de Franca chegaria por volta das 7 horas à capital com centenas de pares. Os agentes acreditam que os tênis, todos com a etiqueta da marca americana, seriam distribuídos em lojas e bancas de camelôs por toda a região. A Polícia Civil estaria investigando comerciantes do Brás que mantinham conexão com produtores de calçados em Franca havia pelo menos 30 dias. As investigações teriam levado os policiais a descobrir um esquema que abastece semanalmente as lojas e vendedores ambulantes de São Paulo com sapatos e tênis falsificados a partir de Franca. Os produtos, conforme afirmou o Deic, chegam à capital em ônibus conhecidos como “bate-e-volta”, usado por turistas de um dia e sacoleiros. Uma vez dentro da cidade, os produtos eram colocados em carros de passeio como forma de dificultar a fiscalização e distribuídos a comerciantes da região do Brás.

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