Funcionários da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) de Franca aderiram à greve deflagrada ontem em todo o País. No primeiro dia do movimento, 64 funcionários, dos 150 da empresa em Franca, cruzaram os braços. Do total de grevistas, 62 são carteiros. A paralisação é em resposta ao descontentamento da categoria com a proposta dos Correios de reajustar os salários em 4,5%. A reivindicação da categoria é de reposição salarial de 41% e aumento linear de R$ 300. A pauta contempla ainda pedidos como a contratação de servidores e incremento no auxílio alimentação.
A greve foi decidida em assembleias realizadas na noite de terça-feira pelos sindicatos estaduais. Em Franca, a mobilização começou cedo ontem com o protesto de grevistas em frente ao Centro de Distribuição. Depois, eles seguiram para a agência central na tentativa de convencer outros carteiros e atendentes a aderirem o movimento. O Sindicato dos Sapateiros emprestou o carro de som para ajudar os grevistas na campanha de paralisação.
Luiz Carlos da Silva, diretor regional do Sindicato dos Funcionários dos Correios, reclama que a empresa se nega a incorporar os R$ 300 nos salários e a repor as perdas da categoria dos últimos 15 anos - entre 1994 e 2009 - que, segundo ele, seriam de 31%. Além do percentual oferecido pela empresa, os trabalhadores criticam a proposta dos Correios de fechar o acordo e voltar a negociar daqui a dois anos. “Essa é a pior proposta dos últimos anos”.
Apesar da greve, os Correios mantêm as agências abertas para o atendimento ao público. Os serviços de Sedex, segundo a assessoria da empresa, estão temporariamente suspensos. Ainda segundo a assessoria, “a empresa está mapeando os locais onde ocorreram as paralisações e adotando medidas (...) para assegurar a prestação dos serviços e minimizar os prejuízos para a população (...)”. Questionada, ela não informou qual foi o impacto da paralisação no primeiro dia de greve.
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