Emprego em Franca bate recorde em agosto


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<b>CONTRATADA</b> -  A vendedora Kátia Cristina Vilar conseguiu uma vaga de trabalho na Citroen e foi registrada em agosto. Nos 31 dias do mês, foram abertas 1.252 novas vagas, o maior saldo para o mês desde 1999
<b>CONTRATADA</b> - A vendedora Kátia Cristina Vilar conseguiu uma vaga de trabalho na Citroen e foi registrada em agosto. Nos 31 dias do mês, foram abertas 1.252 novas vagas, o maior saldo para o mês desde 1999
Franca nunca criou tantos postos de trabalho formais em agosto como neste ano. Nos 31 dias do mês, foram abertas 1.252 novas vagas (40 por dia), o maior saldo para o mês desde que o levantamento do Ministério do Trabalho passou a ser feito em 1999. Os dados foram divulgados ontem pelo governo federal e têm por base o Caged (Cadastros Geral de Empregados e Desempregados) que registra a admissão e a demissão formal de funcionários. Para os especialistas, os resultados do mês de agosto comprovam a retomada da economia na cidade. Como já é tradição, a maior parte dos empregos (1.093) foi gerada pela indústria calçadista da cidade, que sozinha respondeu por mais de 9,5% de todas as vagas (11.183) no setor industrial geradas no Estado de São Paulo que conta com 625 municípios. O setor comercial também contratou mais gente. Foram 475 novos empregados. O saldo de vagas na cidade só não foi maior porque as empresas agrícolas fecharam 517 postos no mês. Professor de economia do Uni-Facef e pesquisador da indústria calçadista, Hélio Braga Filho, atribui o aumento na geração de empregos em agosto à retomada do consumo interno que refletiu no resultado da Francal. “Ainda não podemos dizer com certeza absoluta que já saímos da crise. Mas inegavelmente os dados do Caged mostram que estamos no caminho da recuperação. A indústria, desde abril, vem esboçando uma reação, retomando aos poucos sua produção. O consumidor também voltou a comprar, o que movimenta a economia e acaba gerando mais empregos”. A mesma opinião tem o presidente da Acif (Associação do Comércio e da Indústria de Franca), João Cheade. “Os novos empregos são reflexo dos pedidos fechados a partir da Francal e das expectativas para o Natal... Os números positivos são um sinal de que a economia está voltando à normalidade. Só na Junta Comercial mais de 100 empresas foram abertas no mês passado”. Para o presidente do Sindicato das Indústria Calçadista de Franca, José Carlos Brigagão do Couto, o aumento já era esperado. “O saldo positivo já era esperado desde janeiro. Isso confirma que, até o mês de julho, dos 11 mil demitidos no último trimestre de 2008, já readmitimos mais de 5 mil, comprovando a retomada da industria calçadista. O setor está se recuperando”. A expectativa é fechar o ano com os 11 mil demitidos sendo recontratados. “ Recuperando o que foi perdido, acreditamos que vamos crescer. Mas fatores negativos como preço do dólar a R$ 1,80, a concorrência chinesa nos mercados, o não-repasse de impostos pelos governos causarão tensão. O crescimento completo só se dará se esses fatores forem resolvidos”. A criação de novas vagas foi comemorada pelo presidente do Sindicato dos Sapateiros, Paulo Afonso Ribeiro. “Depois da crise, o País está voltando da turbulência”. A vendedora Kátia Cristina de Lima Vilar, estava em busca de um emprego com carteira registrada há seis meses. Em agosto, foi chamada para trabalhar na Citroen. “Fui contratada como vendedora. Para mim, está sendo muito bom pois terei férias, 13º salário e o principal: estabilidade”, disse. <b>DIVERGENTES</b> Os dados divulgados ontem pelo Caged são diferentes dos levantados pelo Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) que mostraram um encolhimento na geração de empregos. Isso ocorre porque o levantamento do Ciesp é feito por amostragem, apenas algumas empresas são ouvidas e, com base em suas afirmações, é feita a projeção. Os números do Caged são reais, coletados a partir dos registros feitos em carteira profissional junto ao Ministério do Trabalho.

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