As dificuldades para se conseguir tratamento para mulheres com dependência química em Franca vêm se tornando um problema crônico. O Creas (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) tem como opção encaminhar casos como o da pespontadeira somente para Amafem (Associação Mão Amiga de Amparo Feminino). A entidade que recebe R$ 4,9 mil por mês de subsídio da Prefeitura disponibiliza apenas 30% (oito vagas) de sua capacidade para atendimento de pessoas que não tem como pagar.
Na manhã de ontem, Maurício Maniglia, orientador geral da Amafem, afirmou que a instituição está cheia. Sua capacidade de atendimento é de 25 internas. Maniglia prometeu ajudar a pespontadeira, mas alegou poder interná-la somente no final do mês. “Estou com a casa lotada. A demanda é muito grande. Temos mais de 30 pessoas na fila de espera. Tenho que aguardar o término do tratamento de uma das meninas para que eu possa abrir uma vaga. Acredito que até o dia 28 isso aconteça”, disse Mauricio.
No final da tarde de ontem, a pespontadeira recebeu uma nova posição da instituição. Uma das pessoas atendidas na entidade desistiu da internação e JMB deve ir para fazenda na próxima sexta-feira. “Devido ao fato dela estar grávida, até sexta-feira ele estará internada. Uma pessoa desistiu e existe uma vaga”, disse Mauricio Maniglia.
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