Dia de festa tem novo local


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Feira veio da palavra latina `feria`. Sem acento mesmo. No latim não se usava acentuação gráfica. Originalmente, já tinha um bonito significado: dia de festa. `Feria` correspondia ao domingo. Dia reservado ao descanso e ao recebimento do salário da semana. Com isso, os trabalhadores campestres se encontravam enquanto faziam compras. Nasceu então o fazer a `feria`. Com o passar do tempo, `feria` virou feira. A esperada reunião dominical acontecia sempre na praça. Cada pessoa levava o que produzia em casa para vender ou trocar nesse local público. O intercâmbio de mercadorias domésticas a céu aberto cresceu. Alguns passaram a viver disso. Compravam a produção dos vizinhos para comercializar na feira. Aos poucos foi instituída a profissionalização. O crescimento comercial obrigou os feirantes a também trabalhar fora do domingo. Por extensão de denominação, os demais dias da semana passaram a ser: segundo dia de feira até chegar ao sexto (sexta feira). Descansavam no sábado. No domingo, tinha início a semana, como sendo o primeiro dia de feira. Na Europa da Era Medieval as feiras progrediram em grande escala. Reis e senhores feudais concederam privilégios para atrair novos feirantes. Com essa quase total isenção de impostos nasceu a feira livre, que se expandiu a outros continentes. Muitos pontos destinados a feiras acabaram por se transformar em cidades. Na Bahia do século XVIII, Feira de Santana teve início devido à realização constante de uma feira livre. Vida de feirante sempre foi difícil. Atualmente, exceto na segunda, toda madrugada, com sol ou com chuva, ele monta sua barraca em um local diferente. No entanto, a faina tem início no dia anterior. A seleção e a compra de mercadorias acontecem na véspera. Apesar de muita gente ser contra a feira livre, quase toda cidade tem esse tipo de comércio. Franca conta com seis locais destinados a tal evento. De terça a domingo as barracas são armadas em pontos diferentes. A movimentação maior se dá na Estação, aos sábados, e na Avenida Major Nicácio, aos domingos. Mas o caos verdadeiro no trânsito de veículos acontecia na Avenida. Integração. A reclamação de motoristas e pedestres era generalizada. Depois de estudos a Prefeitura alterou o local de realização da Estação. Bastou deslocá-la em aproximadamente 150 metros, na mesma avenida, para que o trânsito de veículos fluísse tranquilamente sábado passado. Comprovou-se que a chiadeira de alguns feirantes não tinha a menor razão de ser. Até o estacionamento para a distinta freguesia ganhou uma área maior e ficou bem mais funcional. Literalmente, feira é dia de festa. A alegria se fez presente no novo local. Os frequentadores agora dispõem de maiores espaços para circular entre as barracas. Os motoristas passaram a transitar nas proximidades sem engarrafamentos. Os pedestres ganharam mais segurança. De quebra, as entradas de agências bancárias foram desobstruídas possibilitando acesso fácil aos clientes que buscam os caixas eletrônicos. Antônio Araújo Professor de redação - tonin.palavras@uol.com.br

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