‘O trabalho é que nos faz ser felizes’, diz Alckmin


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Após a entrega dos troféus, o secretário de Desenvolvimento do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, permaneceu no Castelinho, conversou com políticos e tirou dezenas de fotos. Já na madrugada, antes de seguir para o hotel onde descansaria, conversou com a reportagem e falou sobre a festa. E, é claro, sobre política. <b>Comércio</b> - Qual avaliação o senhor faz do Top of Mind? <b>Geraldo Alckmin</b> - Foi uma grande alegria ter participado. Foi uma festa muito bonita. O Júnior é muito caprichoso. O clima da festa foi muito alegre. É um estímulo para os empresários verem suas marcas reconhecidas pelo público. É um estímulo para as pessoas que têm um trabalho comunitário. Veja o caso da dona Iara, que está há 47 anos no Centro de Saúde. É um exemplo de funcionária pública. O trabalho que a Maria Imaculada faz lá com os idosos também mereceu ser destacado. Foi um reconhecimento à prata, ao ouro da casa. A gente vê um orgulho justo nesta premiação. Foi uma festa muito bonita mesmo. Fiquei até emocionado aqui de ver histórias de vida... Isto une a cidade, cria vida comunitária. Parabéns a equipe toda. A gente estando em Franca se sente em casa. <b>Comércio</b> - O senhor sempre foi um incentivador do desenvolvimento. Nada mais justo, portando, do que premiar aqueles que superaram desafios e se sobressaíram durante um ano marcado pela crise global... <b>Geraldo Alckmin</b> - Nós precisamos, no Brasil, valorizar a educação e o trabalho. Este é o nosso desafio. O governo gera emprego, mas o faz de forma complementar. Quem gera emprego são os empreendedores, na indústria, nos serviços, na agricultura, no comércio e no turismo. É importante estimularmos. Isto é que faz a riqueza e melhora a vida das pessoas. O trabalho é que nos faz ser felizes, realizando nossa vocação. <b>Comércio</b> - Pesquisas apontam o senhor como o preferido dos paulistas para ocupar uma vaga no Senado Federal e também para retornar ao governo do Estado. Como o senhor avalia estes resultados? <b>Geraldo Alckmin</b> - Recebo com muita alegria. O povo do Estado de São Paulo é muito carinhoso, tem uma enorme confiança em nosso trabalho. Agora, a tarefa é acordar cedo e suar a camisa. Acabei de chegar de Monte Alto, onde iniciamos uma nova escola técnica. Amanhã (domingo) estou indo para Casa Branca. O governador José Serra (PSDB) priorizou a expansão das Etecs e Fatecs, que é ensino de qualidade, gratuito, gerador de emprego. Temos de trabalhar pelo desenvolvimento apoiando as empresas. <b>Comércio</b> - O que mais o atrai? Brasília ou o Palácio dos Bandeirantes? <b>Geraldo Alckmin</b> - O que me atrai é trabalhar pela população. Para mim, política é serviço. É servir ao povo. Evidente que se tem mais instrumentos no Executivo. Você tem mais condições de poder fazer um trabalho que beneficia mais a população e melhora a vida do povo. Acredito que é possível aliar política e ética, política e honestidade, política e eficiência, política e mudança. Devemos estimular os jovens e mulheres a participarem. Na vida não basta viver. É necessário conviver e participar. <b>Comércio</b> - Informações dão conta de que o senhor fechou acordo com Orestes Quércia para apoiá-lo ao Senado Federal. Com isto, o PMDB apoiaria o senhor na disputa pelo governo do Estado. O que há de concreto? <b>Geraldo Alckmin</b> - É importante fazermos alianças porque o Brasil tem um quadro multipartidário. Para governar, é preciso ter alianças. Então, é melhor fazer as alianças antes para a população saber em torno do que se faz aliança, de programa, de projeto. Agora, isto não é este ano. É no ano que vem. Acredito, sim, que no Estado de São Paulo, o PSDB, o DEM, o PMDB, o PTB, talvez até outros, possam estar juntos no processo estadual. O Orestes Quércia é presidente do PMDB no Estado e, certamente, será candidato ao Senado. <b>Comércio</b> - É possível dizer, então, que o senhor é candidato ao governo do Estado no ano que vem? <b>Geraldo Alckmin</b> - Não, não pode dizer. Você pode dizer que o Geraldo Alckmin é um candidato a trabalhar bastante. A ser um servidor da nossa população. Definição de candidatura só ocorrerá depois de definir a candidatura nacional, que serão os candidatos à presidência da República pelo PSDB. Acredito que isto vá acontecer entre dezembro e janeiro. Em seguida, se define o Estado.

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