(...) falando do 7 de setembro, o dia da Pátria, lembro-me que em meu tempo a data era muito comemorada e esperada. Participei, como aluno, da primeira turma da chamada "guarda mirim" de Americana (SP), cujo instrutor era um bondoso policial militar chamado "Cabo Lima". (...) Para ser guarda-mirim bastava ter vontade e marchar corretamente. Lembro-me muito bem que o dia mas esperado era exatamente o Dia da Pátria. Uma semana antes começava a preparação da roupa, que tinha que estar impecável, especialmente boné e sapatos. Era a glória o desfile, todos nós marchando e a multidão olhando. Eu achava o máximo. Hoje não vejo essa empolgação. Se os jovens podem, caem fora. O tema "cidadania", tratado em coluna do jornalista Edward de Souza neste Comércio, me fez retroceder 50 anos na memória. Quando tirávamos o primeiro lugar (em alguma matéria ou prova), recebíamos um fitinha que era afixada no peito, e orgulhosos, ao som do Hino Nacional – que todos tinham obrigação de cantar em pé, um na frente do outro – (comemorávamos). Hoje, tudo é diferente. Infelizmente...
Dimas Alcântara
São Paulo - SP
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