Prostituição e tráfico na Cidade Maravilhosa


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Pelo menos seis garotas francanas com idades entre 13 e 15 anos foram parar no Rio de Janeiro, sozinhas e pegando caronas em estradas. Quatro delas estão de volta à cidade e contaram surpreendentes histórias de prostituição e tráfico de drogas na capital carioca. A praia de Copacabana e uma favela da Baixada Fluminense são os cenários. Duas delas retornaram à Franca na última sexta-feira. Elas disseram que chegaram ao Rio pegando carona. Ficaram por algum tempo na casa de um homem de 56 anos que conheceram na Rodovia Presidente Dutra. Segundo as meninas, ele era engenheiro técnico aposentado da Petrobrás. Não souberam dizer o nome do bairro ou fornecer o endereço. Sabiam apenas que era em uma favela na Baixada Fluminense. De acordo com os depoimentos, as duas mudaram de endereço ainda algumas vezes e passaram a conviver diretamente com o tráfico de drogas. Negam terem se prostituído ou usado entorpecentes, mas contam um episódio em que isso teria lhes rendido uma ameaça de morte. "O homem chegou se insinuando. Era um traficante e estava armado. Minha amiga foi agressiva ao responder que não estava a fim e ele apontou uma arma em nossa direção", disse ela em depoimento à polícia. Anteriormente, no dia 20 de agosto, outra dupla de meninas foi ouvida pela polícia francana. Elas estiveram no Rio há cerca de três meses. Um delas, de apenas 13 anos, contou que ficou por uma semana hospedada no apartamento de um rapaz que atende pelo apelido de "Pit Bull" junto com uma amiga de Franca. "Ele é ator de filme pornô, mas nunca pediu para a gente participar. E as outras (garotas francanas) também foram para lá", disse a menina à polícia. A adolescente contou ainda que o contato com a prostituição aconteceu em uma barraca nas areias da praia de Copacabana. Segundo ela, em meio a um grupo de garotas, recebeu o convite para ir a uma balada e no fim da noite descobriu que os rapazes exigiam que elas fizessem programas por R$ 350 a R$ 400. Apesar do tempo em que ficou por lá, a adolescente diz não se lembrar de nomes ou de um endereço sequer.

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