O Ministério Público precisa tomar providências para acabar com essa máfia dos concursos públicos. Antes elaborados com o único propósito de regulamentar o preenchimento das vagas em cargos oficiais, paulatinamente foram deturpados.
Transformaram-se, várias vezes, em empreendimento lucrativo graças ao recolhimento das taxas de inscrições pagas por milhões de brasileiros que tentam sair da longa e dolorosa fila do desemprego.
A Prefeitura de Franca, dois meses depois de realizar seu concurso público e classificar 14.454 aprovados, não criou nenhuma nova vaga nem deverá criar até o final deste ano. A queda na arrecadação do município é apontada como a principal causa, frustrando o sonho de milhares de francanos. De acordo com matéria assinada pela repórter Renata Modesto no começo do mês neste Comércio, o secretário de Finanças, Sebastião Ananias, disse que a folha de pagamento atingiu o limite máximo permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal e não pode crescer mais. Então, por que a realização do concurso se os aprovados não seriam contratados? A explicação que o município pode convocar pessoal para substituir aqueles que deixarem o serviço público por conta de aposentadoria ou que foram contratados sem concurso, não deve trazer nenhum consolo aos quase 15 mil aprovados. As chances seriam as mesmas de se encontrar uma agulha no meio de um palheiro.
Neste último concurso público realizado pela Prefeitura de Franca as inscrições custaram R$ 30 para cargos que exigiam nível fundamental de escolaridade e R$ 58 para o nível superior. Mais de 28 mil pessoas prestaram o concurso, logo se deduz que mais de um milhão de reais foram arrecadados, prova que essa fábrica de sonhos é altamente rendosa.
Tenho um amigo que era viciado em jogo do bicho. Deixou o vício para tentar uma vaga em concursos públicos. Pelo visto não fez um bom negócio. No jogo de azar pelo menos teria a chance de acertar uma milhar na cabeça; já nos concursos públicos, só paga taxas. Se não passa em uma prova, parte para outra; se consegue aprovação, fica na fila de espera. Tentou várias vezes em Franca, Restinga, Rifaina, Jeriquara, Pedregulho, Cristais Paulista, Batatais e até em Altinópolis, sem sucesso. Esse amigo, o Heitor, também conhecido como `Baixinho`, à cada concurso público que prestava reclamava sobre a formulação de provas com `pegadinhas` e questões tipo `casca de banana`. E tem suas razões. Os concursos públicos pecam, já na sua origem, por selecionarem `mestres` em `pegadinhas`, transparecendo que a aprovação é dos mais espertos e não daqueles mais estudiosos e preparados. Acredito que o objetivo seria alcançado aprofundando a complexidade das questões, onde selecionariam os preparados dos aventureiros, mantendo-se a ética das perguntas e não favorecendo aos `espertos`. Tal conduta criaria, desde o início da conquista do cargo, postura de seriedade e ética na gestão pública.
Sobre esse último concurso público, para que não fique conhecido como grotesca farsa mesmo sendo para cadastro de reservas, a Prefeitura de Franca precisa se manifestar e até ser cobrada pelo Ministério Público. Afinal, os aprovados têm direito aos números: quantos estão para se aposentar, quantos poderão ser substituídos por terem sido admitidos sem concurso, quantas novas vagas poderão ser criadas etc. Caso contrário, não há justificativa!
<b>VEXAME</b>
O que rola na Internet é o patético vídeo da cantora Vanusa - com a fisionomia alterada - tentando cantar o Hino Nacional Brasileiro em cerimônia na Assembleia Legislativa de São Paulo. Mesmo com a letra da música escrita em uma folha de papel, colocada bem diante de si, a cantora protagonizou um show grotesco. Com a fala embolada, como se estivesse bêbada ou drogada, trocou as palavras, cantou outro hino, menos o brasileiro. Os presentes bateram palmas, não para mostrar satisfação, mas num sinal de estarem fartos daquele circo dos horrores e que precisava ser encerrado o mais rápido possível. Os tempos, definitivamente, são outros. Lamentável!
<b>SEPARAÇÃO ONLINE</b>
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou o uso da internet na separação de casais. Se o computador já tinha mil e uma utilidades, ganhou mais: não precisa nem ver a cara da finada para separar as trouxinhas. É só deletar.
<b>NEGATIVO</b>
Existem pessoas que não têm senso do ridículo. Num desses domingos na Igreja Nossa Senhora das Graças, em Franca, no primeiro horário matinal, uma dondoca entrou com o cachorrinho de estimação. Já um cidadão, cabelos grisalhos, assistiu à missa de bermuda. E o que dizer dessas mocinhas que vão à igreja usando calças de cós baixo com a barriga toda de fora? E os decotes? Tudo isso não passa de desrespeito à Casa de Deus. Estão confundindo as coisas e exagerando. Igreja não é boate.
<b>POSITIVO</b>
O comércio varejista prepara-se para o final do ano com tremenda expectativa. Depois de ter vivenciado uma recessão de meses seguidos em que o consumo despencou, os fabricantes e vendedores apostam tudo nesse Natal quando o fantasma da crise global já deverá ter sido afastado. E o 13º salário chega com suas tentações.
<b>Edward de Souza</b>
<i>Jornalista e radialista</i>
edward@comerciodafranca.com.br
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.