A família da cozinheira aposentada Aparecida Donizete Silva, 51, falecida na manhã do último domingo no Pronto-Socorro “Dr. Janjão” vítima de infarto, reclama do atendimento recebido por ela no ambulatório. De acordo com Luís Carlos Joventino da Silva, cunhado da aposentada, ela teria começado a passar mal no início da madrugada e foi levada ao PS por volta das 2h30. Lá foi examinada, medicada e liberada. Em casa, seu estado de saúde piorou e os familiares levaram-na novamente ao Janjão. “Eram 5h30 quando voltamos e ela se debatia e urrava de dor. Insistimos para que o médico a encaminhasse para o Hospital do Coração, mas ele disse que ela não tinha nada”, disse o cunhado.
Ainda segundo a família, apenas às 6h30, um outro médico - que substituiu o plantonista anterior - tentou uma vaga na Santa Casa por fax. O pedido teria sido recusado. “Naquela hora eu chamei a PM. Ela sabia que estava morrendo e pedia ajuda”, afirmou.
Exausta, Aparecida desmaiou às 7h35. “Quando ela perdeu a consciência surgiram médicos e enfermeiros, mas já era tarde. Nada a trará de volta, mas quero que todos sejam punidos por negligência”, disse Luís Carlos.
Procurado pelo Comércio ontem à noite, o diretor do PS “Dr. Janjão”, Renato Del Bianco, disse não ter detalhes do atendimento prestado, mas afirmou que o processo foi enviado para a comissão de ética do município para ser investigado. “Sempre que há uma ocorrência estranha, em que ela foi atendida, liberada, voltou e veio a óbito, toda a documentação é enviada para a Prefeitura onde uma comissão de médicos avalia se houve alguma imperícia ou negligência”, disse Del Bianco.
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