Sindicalistas buscam `entendimento`


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O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário de Franca criado ontem tem especificado em estatuto sua atuação em 15 cidades da região - incluindo Franca - e 37 categorias de trabalhadores, muitas delas na "esteira" calçadista. Alcance muito similar ao do Sindicato do Sapateiros de Franca, presidido por Paulo Afonso Ribeiro. A diferença, segundo um dos idealizadores da nova entidade, Denílson de Carvalho, é que eles não buscam representar os sapateiros francanos. "Como já existe uma disputa pela representatividade dos profissionais da indústria de calçados na cidade de Franca, decidimos criar uma alternativa para os trabalhadores dessas outras categorias no município e também dos sapateiros, mas somente na região. Por isso, estamos tentando um entendimento com o sindicato que aí está", disse Denílson. Paulo Afonso confirmou que foi procurado por representantes desse novo sindicato e afirmou que uma assembleia foi convocada para o dia 11 de setembro para discutir com a categoria o que deve ser feito. Ele explicou que cerca de 90% da base do sindicato que comanda está na indústria calçadista de Franca, fatia de trabalhadores que parece que não será afetada pela fundação dessa nova instituição. De acordo com Denílson de Carvalho, qualquer cidadão pode fundar um sindicato. Já para fazer parte da diretoria, é preciso ser trabalhador da categoria que pretende representar. O passo seguinte à fundação é conseguir uma carta sindical que dá direito à entidade de receber recursos como o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) e a contribuição sindical anual, repassada pelas empresas.

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