Onde está o patriotismo?


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“A nação tem sede ardente de paz, honestidade e harmonia. Abonancemos os ressentimentos, moralizamos a administração, fundemos a justiça, cultivemos o respeito, amemo-nos seriamente uns aos outros num patriotismo humano e conciliador” (Obras Completas de Rui Barbosa. V. 31, t. 1, p. 358 - Rio de Janeiro 1904). Apesar do tema já ter sido comentado pelo colega Edward de Souza (leia em http://www.comerciodafranca. com.br/materia.php?id=47224), não posso me furtar em tecer comentários em relação a inviabilização de realização do tradicional desfile de 7 de setembro, em comemoração à Independência do Brasil em várias cidades brasileiras, dentre elas Franca. As justificativas apresentadas de que `não houve adesão para o desfile`, não podem ser aceitas, pois dessa forma no próximo ano ocorrerá a mesma situação, ou seja, não haverá desfile por falta de adesão e as comemorações começarão a ser realizadas isoladamente nos pátios das escolas; isso quando ocorrer. Um país tem que preservar suas datas comemorativas. A história serve de referência para gerações futuras. É a experiência que instrui através dos exemplos. Os tributos prestados aos grandes feitos de nossa história devem ser comemorados. Os nobres feitos devem servir de exemplo, respeito e gratidão aos que se tornaram expoentes de civismo e de sacrifício, em busca de um futuro melhor para todos nós. Porque será que o 4 de julho nos EUA é tão comemorado? Muitos ainda confundem as comemorações, acreditando ser somente um ato militar fardado, quando na prática é ato de todos nós brasileiros. A pátria não é de ninguém e sim de todos. A pátria não é um sistema, uma forma de governo, muito menos uma seita, tampouco pode somente ser vislumbrada pelas lideranças que ocupam o Poder naquele momento. A pátria é o seu solo, o céu, o povo, a soberania de seus cidadãos, a tradição, a consciência, a sua cultura, sua língua, suas leis que preservam a liberdade etc. O Brasil tem deixado a desejar em relação aos seus marcos históricos. As justificativas apresentadas para extinguir eventos comemorativos não podem ocorrer sem que se faça uma reflexão de suas consequências. Temos que transmitir de geração para geração o orgulho que temos de nosso País. Temos que conseguir transmitir para nossas crianças a importância de datas. Nossas escolas deveriam sim, intensificar o ensino do civismo realizando programas que demonstrem e esclareçam algumas datas e porque são importantes para nós brasileiros. A propósito, nos anos 70, quando militar da FAB, ouvi uma frase que, para sempre, ficou em minha memória: “Não pergunte o que o País pode fazer por você, mas sim o que você pode fazer pelo seu País”. A GRATUIDADE O cancelamento da gratuidade para idosos e deficientes no transporte coletivo urbano precisa ser enfrentado por nossas autoridades. De acordo com a Constituição Federal, a competência para organizar e prestar diretamente ou sob regime de concessão ou permissão os serviços públicos de interesse local, incluindo-se o de transporte coletivo, é municipal. A expressão `interesse local`, quer dizer que os interesse municipais preponderam sobre os interesse gerais e regionais. Apesar de não termos tido acesso aos autos do processo, a questão que vem sendo discutida em razão das noticias da suspensão dos benefícios concedidos legalmente pelo Legislativo municipal, tem um enfoque diferenciado. Queiram ou não, a competência para conceder ou não a gratuidade pertence aos vereadores. O conteúdo da decisão política é expressão de sua autonomia constitucional local. Sabemos perfeitamente que tais custos estão inseridos na planilha de custo da empresa que opera o transporte coletivo em Franca. Quando participou do processo licitatório e apresentou sua proposta, a empresa sabia perfeitamente qual o número de passageiros que iriam utilizar tal graciosidade. Assim, caso persista tal situação, deve ser revista a planilha de custo, de forma transparente, para que toda população possa efetivamente analisar o valor da tarifa. O grande problema hoje no transporte coletivo de Franca é que a atual administração desmontou toda a estrutura de controle do transporte coletivo urbano que o Dinfra realizava. Assim, será que os números apresentados são verdadeiros? Por fim, não vemos razão para que as autoridades tenham que esperar para tomar providências. Autoridades devem resguardar suas competências constitucionais em regular a matéria, ingressando imediatamente com a respectiva ação no Poder Judiciário mas, para isso é necessário ver se há interesse em se contrapor aos interesses da empresa! ACABOU O ASFALTO? Nos parece que a massa asfáltica fornecida pela Sabesp em troca da `prorrogação` de seu contrato em Franca, acabou. Em alguns lugares, os buracos estão retornando. É o caso das proximidades da creche Ângelo Verzola. Intransitável! MARKETING POLÍTICO Os comerciais do governo, relativos ao pré-sal, estão insuportáveis. Será que não poderia ser dada outra destinação pública ao dinheiro gasto? Poderia, mas é que no ano que vem temos eleições e é preciso mostrar serviços e não sair da mídia. Toninho Menezes Advogado, administrador de empresas, professor universitário - toninho menezes@comerciodafranca.com.br

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