Curso de História da Unesp tem uma das piores notas do País


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A Faculdade de História da Unesp de Franca recebeu nota 2 no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2008, como mostram os dados divulgados pelo Ministério da Educação na quinta-feira. Além dele, o curso de tecnólogo de manutenção industrial, da Unifran, também obteve nota baixa. Na região, a pior situação está no Centro Universitário Claretiano, em Batatais, que teve vagas para o próximo vestibular de Educação Física cortadas pelo MEC. As notas do Enade obedecem a uma tabela que vai de um a cinco. Abaixo de dois, no entanto, o curso é considerado ruim e precisa ser reavaliado em diversos aspectos, que passam pela estrutura física, situação do corpo docente, grade curricular, entre outros. Pode ser fechado após sucessivas notas menores que três ou ter a nota rebaixada durante inspeção de técnicos do ministério. O curso de História do campus local da Unesp ficou na incômoda 246ª posição num ranking com 430 instituições. A outra faculdade de História oferecida pela universidade, em Assis, ficou um pouco melhor, em 103º lugar. Procurado, o coordenador do curso, professor Pedro Tosi não foi localizado. Estaria em viagem, segundo informações de uma funcionária da Unesp. Até o fechamento da edição não respondeu à mensagem enviada para seu e-mail. Para o vice-diretor Fernando Fernandes, a estrutura do curso e o corpo docente não explicam sozinhos o baixo rendimento registrado no exame, que ficou com nota dois. “Recebemos os dados do MEC com tranquilidade porque sabemos que o curso não tem problema. Obviamente vamos averiguar o que ocorreu no processo e tomar, se for o caso, as providências necessárias”, disse ele que não descarta a possibilidade de um boicote dos próprios estudantes. “Não temos nenhuma informação de qualquer ato dos alunos que pudesse nos prejudicar. Mas deve ser a única explicação”. A Unifran, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que o curso de Tecnólogo de Manutenção Industrial é novo e ainda não havia passado por nenhuma avaliação do MEC. O resultado deverá servir de base para que eventuais distorções possam ser corrigidas. A reitoria do Centro Universitário Claretiano não se pronunciou sobre a decisão do MEC de cortar até 30% de suas vagas para o próximo vestibular de Educação Física. Valdinei Oliveira, do setor de marketing da instituição, disse que nenhum comunicado foi feito oficialmente pelo MEC e que, portanto, não há o que comentar. O Claretiano deve recorrer da decisão do governo. A PROVA O Enade é aplicado a cada três anos para o mesmo grupo de cursos. No último exame, em novembro do ano passado, foram avaliados os cursos de arquitetura e urbanismo, biologia, ciências sociais, computação, engenharia, filosofia, física, geografia, história, letras, matemática, pedagogia e química. Participaram quase 400 mil estudantes do primeiro e do último ano em todo o País.

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