O empresário Milton Cardoso, presidente da Abicalçados, passou rapidamente em Franca para dar uma carona em seu jato à comitiva que participará da audiência pública. Ele falou com a reportagem sobre os pleitos do setor calçadista.
<b>Comércio da Franca</b> - Como estão as negociações com o governo federal para brecar a entrada do calçado chinês no País?
<b>Milton Cardoso</b> - Uma reunião muito importante já aconteceu no dia 26 de agosto com os ministros da Camex. Estava em pauta a decisão de imposição ou não de medidas provisórias contra a importação de calçados da China. Não houve uma divulgação ainda, mas as informações que tenho é de que os ministros teriam aprovado a imposição de uma medida provisória. Acredito que as medidas possam ser publicadas na próxima semana.
<b>Comércio</b> - O que será decidido na audiência de hoje?
<b>Milton Cardoso</b> - A reunião está ligada à conclusão do processo. Os importadores vão participar e terão que nos provar tecnicamente quais são os tais sapatos que o Brasil não pode fabricar. Nossa indústria tem 200 anos, é completa e emprega mais de 7% de todos os empregos industriais do Brasil. Por outro lado, algumas poucas empresas, não chega a meia dúzia, em sua maioria se abastecem de produtos importados da China para auferirem grandes lucros no Brasil e destruir a indústria nacional. Elas terão que provar quais são estes sapatos que não existem.
<b>Comércio</b> - O que as medivão representar para o setor?
<b>Milton Cardoso</b> - Tenho dito e tenho muita segurança sobre meus cálculos: se implementada uma medida em nível adequado e com a abrangência ideal, nós geraremos, em 12 meses, mais de 60 mil empregos no Brasil.
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