Turmas inteiras de alunos foram dispensadas das aulas em Franca. Escolas decidiram afastar os estudantes para evitar que o vírus influenza se prolifere e para reduzir os riscos de contaminação pelo H1N1, que causa a gripe suína. Não existe uma relação oficial das instituições que suspenderam salas inteiras.
No Pestalozzi - unidade I, duas turmas, do 5º ano C (tarde) e 6º ano A (manhã), tiveram as aulas suspensas desde terça-feira, 1º, por sete dias. A escola tomou essa medida porque 12 alunos (seis em cada turma de 25 alunos) estavam com sintomas de gripe. Os 50 estudantes afastados retornarão na semana que vem. “Como 20% dos estudantes das turmas estavam doentes, achamos melhor suspender as aulas por precaução. Temos alunos gripados, mas não há caso confirmado de H1N1 entre eles. A situação está sob controle”, disse a diretora Bernadete Faleiros. As aulas serão repostas.
A Secretaria Estadual de Saúde foi comunicada que em Franca, além do Pestalozzi, uma escola estadual afastou os alunos, mas a assessoria não informou o nome da instituição. A dirigente regional de Ensino Ivani Marchesi estava em São Paulo e não atendeu o celular para falar sobre o assunto. O Comércio descobriu extra oficialmente que na Escola Estadual “David Carneiro Ewbank” (Cede) uma turma foi suspensa por 15 dias porque havia estudantes com gripe na classe.
No Instituto Samaritano ainda não houve afastamento de turmas inteiras, apenas de alunos doentes. “Temos oito crianças em casa por estarem com sinusite, crise de bronquite, resfriado e gripe. Mas nada nos permite falar que é a nova gripe. Se um aluno chega com sintomas, chamamos os pais para levarem ao médico”, disse Suely Santiago, diretora.
O secretário de Saúde Alexandre Ferreira disse que os afastamentos ajudam na prevenção. “Sendo gripe ou não, criança doente não deve ir para a escola”. A Vigilância Epidemiológica de Franca encaminhou para o Instituto Adolfo Lutz de São Paulo exames de sete alunos. Três da escola Pestalozzi e quatro da do Jardim Bonsucesso. Um desses materiais foi devolvido, pois o instituto limita o número de exames a três por escola. “Vamos aguardar. Se forem positivos, caracteriza surto e assim temos de planejar que medidas serão tomadas”.
A orientação do Ministério da Saúde é para que alunos com sintomas gripais (febre, tosse, dor no corpo, etc.) permaneçam em casa por sete dias ou até 24 horas após os sintomas terem desaparecido.
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