Quando a fé ultrapassa a missa


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<b>ENGAJAMENTO</b> - Sabrina Rodrigues, 15, frequenta a igreja desde os três anos de idade. Hoje, ela acompanha a salmista durante as celebrações
<b>ENGAJAMENTO</b> - Sabrina Rodrigues, 15, frequenta a igreja desde os três anos de idade. Hoje, ela acompanha a salmista durante as celebrações
Prestes a completar 15 anos, a estudante Sabrina Rodrigues Andrade tem gosto semelhante aos jovens da sua idade. Curte vários tipos de música - pop, axé e sertanejo universitário -, cinema, shopping e baladinhas caseiras. Sem contar a rede de amigos que conquistou pelo Messenger e Orkut (canais virtuais de relacionamento). Também igual a centenas de jovens Sabrina é católica e dedica pelo menos um dia da semana para participar da missa na Paróquia São Vicente de Paulo, no Jardim Portinari. Os outros três dias servem para ensaiar cânticos religiosos. Nesta matéria, Sabrina e outros dois jovens católicos contam suas atividades na igreja. Nas próximas semanas, o Se Liga mostrará o engajamento dos jovens em outras religiões como a Evangélica e a Espirita. Não é possível estimar quantos estão envolvidos nas atividades da igreja católica em Franca. Mas é fato que os párocos e coordenadores de grupos têm trabalhado para que essa participação cresça a cada dia. A Igreja Nossa Senhora Aparecida, a Capelinha, e as quinze comunidades ligadas a ela (capelas) têm, pelo menos, 450 jovens participantes em inúmeros grupos. Aos 18 anos, Priscila Miranda coordena os grupos da paróquia. Nos encontros são discutidos assuntos que vão ajudá-los na formação pessoal, comunitária e espiritual. "Juntos com as pastorais sociais nós visitamos asilos, distribuímos cestas, entre outros. Tudo isso nos ajuda a crescer e a nos comportar perante a sociedade", disse Priscila. O trabalho também tem seus momentos de confraternização. No último fim de semana, por exemplo, a Capelinha promoveu o EJC (Encontro de Jovens com Cristo). Segundo Priscila, mais de 200 jovens participaram. As atividades foram as mais diversas, de palestras à dinâmica em grupo. "Tem música, a gente dança, brinca. É muito bom". Na Paróquia de São Judas há uma fila de espera para integrar o Grupo Acólitos formado por 20 jovens entre 14 e 20 anos. A participação deles é semelhante a um coroinha. Ou seja, eles auxiliam os padres durante as celebrações. "Somos coroinhas mais velhos", disse o coordenador dos Acólitos, Adriel Henrique Peixoto. Ele tem 17 anos e há três é responsável por liderar o grupo. Questionado sobre a sua atividade, ele responde com uma frase. `É uma graça. O convívio com as pessoas é gratificante`, disse. Para o Frei José Alexandre de Matos, da Capelinha, o envolvimento dos jovens com as coisas da igreja tem ajudado a mudar o comportamento desse público enquanto pessoa espiritual, religiosa e de ação comunitária. "Ele (o jovem) tem que dar o testemunho de ser cristão em um mundo onde há uma pluralidade de idéias, ideologias, maneiras de se viver". E acrescentou: "Hoje, o jovem é chamado a falar na linguagem dele e de como é ser um jovem que segue a Jesus Cristo e tem Ele como mestre para viver o mandamento do amor (amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo). Nesta interelação pessoal, o jovem conhece a Deus, ao outro e ele mesmo". <b>HALLEL</b> O Hallel é uma boa demonstração do envolvimento dos jovens católicos com sua igreja. O evento, que começa daqui a onze dias chega a sua 22ª edição na cidade. Durante três dias - de 11 a 13 de setembro -devem passar pelo Poliesportivo entre 80 e 100 mil pessoas -, a grande maioria jovem. Para o evento virão caravanas de toda a região, país e também do exterior. São esperadas 45 bandas de músicas com motivos religiosos. Haverá mais de dez padres, missas e momentos de oração durante todo o período de realização do evento.

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