São vários modelos, muitas funções, preços diversificados e cada vez mais baixos. Tudo isso torna o celular um aparelho cada vez mais acessível. Os números são impressionantes. Segundo levantamento feito pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso do Sul já tem mais linhas de celular do que habitantes. O Distrito Federal já tinha atingido esta marca em 2005. Simone Ronca, 25, pode ser considerada uma das responsáveis por esta realidade. Ela trabalha em uma gráfica de Franca e chegou a ter três aparelhos celulares. "É muito fácil comprar um celular hoje em dia. Não consigo ver algo novo", justificou Ronca. Ela já teve 19 aparelhos diferentes em oito anos.
As inovações que chamaram a atenção de Simone e de tantos outros brasileiros não param de surgir no mercado. Atualmente, os celulares contam com funções como tirar fotos, filmar vídeos, gravador de voz, tocador de músicas MP3, televisão portátil, rádio AM e FM entre várias outras funções. Destas, Simone não dispensa duas. "Adoro tirar fotos e ouvir músicas. Não consigo trabalhar sem escutar MP3 no meu celular", afirmou. Além de todas as tecnologias que um aparelho celular possui hoje em dia, a grande concorrência entre as empresas de telefonia móvel aumenta a viabilidade da compra de um aparelho e consequentemente a escolha de um plano que reduza sua tarifa.
O último levantamento sobre telefones móveis no Brasil pela Anatel confirma: O mercado de telefonia não para de crescer e quem puxa o crescimento é a população de menor poder aquisitivo. Com o barateamento de aparelhos e planos, os celulares pré-pagos respondem por quase 82% de todos os números habilitados. São mais de 132 milhões de aparelhos, contra pouco menos de 30 milhões de pós-pagos. As promoções oferecidas pelas empresas também são um grande atrativo. "Estou usando um chip da Claro que tenho há quatro anos e um da Oi por causa de uma promoção. Tinha um da Tim também por causa de uma promoção, mas ela terminou e não uso mais", afirmou Ronca. Não bastasse os três chips, Roca comprou mais um, da Vivo. "Comprei o da Vivo mas ainda não habilitei.
Estou esperando eles lançarem uma boa promoção", completou. Por estar atenta às facilidades, Simone Ronca consegue falar muito e gastar pouco. "Gasto R$ 25 por mês e falo 545 minutos", informou.
Observando a nova tendência de mercado - usar chips de diferentes operadoras - as empresas correram para aproveitar. Assim, surgiram celulares capazes de "abrigar" mais de um chips. Este aparelho resolveu o problema de Simone Ronca. "Facilitou muito a minha vida. Agora não preciso mais carregar dois ou três aparelhos", contou. Os preços destes aparelhos também já estão em baixa. Antes custavam em média R$ 700, mas atualmente o valor já caiu pela metade.
<b>TELEFONE DO ROLO</b>
Outras pessoas acabam tendo mais do que um aparelho por outros motivos, no mínimo, incomuns. Um estudante de publicidade em Franca, de 21 anos, que pediu anonimato, revelou ter dois aparelhos para tentar não se comprometer com a namorada. "Tenho um aparelho que uso no meu dia a dia e passo o número para minha namorada e familiares. O outro passo o número só para amigos e alguns `rolos` por aí", comentou o jovem. Segundo ele, a prática é mais comum do que se imagina entre os homens e as mulheres universitárias.
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