`Você teve um dia de sorte`, zomba assaltante


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"Você teve um dia de sorte". A frase dita por um bandido logo após o revólver que empunhava falhar durante um assalto ilustra a ousadia do marginal e dá ideia da agonia das vítimas de roubos à mão armada. São poucos minutos, não mais de 15, de impotência e terror. A cena foi narrada à polícia pela comerciante MLCF, 41. Ela teve a loja de roupas invadida na noite da última quarta-feira, no Jardim Vera Cruz, bairro caracterizado como sendo de trabalhadores, ou seja, sem atrativos para a bandidagem. <b>‘É degradante’</b> Na mesma noite, a comerciante AMS teve sua loja, um pet shop, invadido. O pior não é o prejuízo, diz ela, mas a sensação de estar à mercê do bandido. "Foi a primeira vez que passamos por isso. Não é apenas violento, é degradante. Você saber que ele pode fazer o que quiser com você porque tem uma arma na mão", afirmou ela. Ela contou como aconteceu. A noite mal tinha começado quando o ladrão chegou. Rosto escondido e arma em punho. "Ele virou para meu marido e disse: `sua vida vale mais do que isso. Passa todo o dinheiro`", contou a comerciante. O ladrão levou tudo o que ele carregava no bolso (R$ 170) e pediu para que o caixa fosse aberto. Como não havia mais dinheiro, pegou dois telefones celulares e fugiu. "Ficamos muito assustados. Pareceu tão fácil roubar o dinheiro que para a gente é tão difícil ganhar honestamente...", desabafou AMS.

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