Zygmunt Bauman, sociólogo polonês e crítico ferrenho da Modernidade, em seu livro Em Busca da Política, conduz o leitor nos caminhos obscuros e tortuosos da tentativa de entender os tempos atuais, principalmente no que concerne à política e aos políticos. Ele diz que os políticos são pessoas que atuam `profissionalmente` nos espaços públicos, possuem seus escritórios lá e raramente são bem preparados para se defenderem da invasão dos intrusos.
O atual contexto social do Brasil foi desenhado de tal maneira que além da "ditadura do mercado e do Governo acerca das necessidades dos indivíduos", ainda existe o fantasma da leniência e da ausência de qualquer questionamento acerca dos problemas atuais.
Ao tornar privados espaços que são públicos, abrem-se caminhos para todos os tipos de ações obscenas e contrárias às liberdades individuais, bem como facilita e incentiva a desobediência civil. O autor afirma que haverá sempre grandes ofertas de lotes vazios nos cemitérios das velhas causas. Mas aqui é diferente. As velhas causas, apesar da grande oferta de lotes nos `cemitérios das ideologias`, insistem em se manterem insepultas e a incomodar grande parte da sociedade pelo seu fétido odor.
Em face de tantos medos e inseguranças sociais, desmonte das instituições, falência da Educação, pulverização da instituição familiar e outras ameaças invisíveis, há indivíduos empenhados em arruinar de vez o meio social.
Existe uma `Comissão Latino-Americana Sobre Drogas e Democracia`, que é integrada por brasileiros e tem como um de seus líderes e fundadores Fernando Henrique Cardoso, o qual declarou que `imaginar um mundo sem droga (...) é como imaginar um mundo sem sexo`. O que defendem é a liberação geral do uso de drogas a começar pela maconha. E a saúde pública?
Aproveitando o `gancho`, o articulista do blog Alerta Total, Arlindo Montenegro, pontua: `(...) se pode ler de outro modo: sem drogas não há democracia!`
Evidente que num país de autômatos `as crenças não precisam ser coerentes para que se acredite nelas`. Basta apenas a propaganda bem direcionada e todos se transformam em mansos cordeirinhos obedientes a qualquer mandamento estatal. Uma propaganda bem roteirizada e direcionada convence toda a massa a fazer exatamente o que os `servos brasileiros` das oligarquias internacionais pretendem. O velho dito popular que diz que `a propaganda é a alma do negócio` é o lema de todos eles.
Sem oposição e com a maioria dos políticos afinados aos ideais `capimunistas` (junção de capitalismo com comunismo), o Brasil segue seu curso rumo ao abismo. Já temos `O petróleo é vosso` – claro, a Shell, se juntou essa semana ao grupo de transnacionais para explorar o pré-sal brasileiro. Temos também outros minerais estratégicos explorados por transnacionais que se apoderam do que é nosso indevidamente e depois nos vendem os produtos advindos dessas explorações com valor agregado e nós pagamos por isso sem reclamar nem questionar.
Pode ser que haja salvação. Se a sociedade se livrar da `cegueira branca` e tiver forças para se levantar contra os desmandos e imoralidades na política há chances de que os gatunos que assaltaram o poder sejam desmascarados a tempo. Reflitam sobre o 7 de setembro. Está chegando.
Nadir Ap. Cabral Bernardino
Advogada formada pela FDF, pós-graduada em Política e Estratégia e Direito Ambiental
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