O secretário de Segurança e Cidadania, Sérgio Buraneli, evitou comentar a notificação do Ministério Público do Trabalho, apelando para o segredo de Justiça decretado para o inquérito. Já o secretário Jerônimo Sérgio Pinto, de Administração, reconhece a existência de alguns casos, mas afirmou que todas as providências foram tomadas para que ocorrências de assédio moral fossem evitadas nos últimos dois anos.
Questionado se tivera conhecimento das denúncias de assédio levadas ao MPT, Buranelli disse que não. Com 59 integrantes, a Guarda Civil está sob seu comando assim como a Defesa Civil do município, com a diferença de que, esta última, funcionava dentro do quartel dos Bombeiros, o que, segundo o promotor Sérgio Beltramelli Neto, gerou atritos e, em alguns casos, agressões físicas entre os homens das duas corporações, fatos que o secretário Buraneli diz desconhecer. “Eu não posso dizer (das agressões), porque não conheço. Se houve alguma coisa dentro do quartel dos bombeiros, é um problema dos bombeiros”.
Por sua vez, o secretário de Administração, Jerônimo Sérgio Pinto, reconheceu que casos de assédio moral dentro do serviço público ocorrem, mas que a Prefeitura tem investido na formação e capacitação do servidor para acabar com o problema. “É evidente que isso ocorre porque temos mais de quatro mil funcionários com formações e posturas muito diferentes entre si”.
Rodrigues criticou a atuação do sindicato dos servidores, de onde, conforme afirmou o Ministério Público, partiram as denúncias que estão sendo investigadas. “Até 2007 o que havia era uma farra envolvendo atestados falsos, pedidos de atestados para que não tinha nada entre outros problemas. As denúncias coincidentemente começaram a aparecer após a criação da junta médica e com a publicação de um decreto que regulamentava a expedição de atestados médicos”, disse o secretário. “Nossa orientação aos gerentes e às chefias é que sejam rigorosos, porém com urbanidade. Casos de assédio, que configuram abuso de autoridade, não serão tolerados”.
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