As 30 famílias que ganharam um lote no assentamento Nossa Terra, em Batatais, receberão uma ajuda financeira do governo federal para investirem na área que antes pertencia à Febem. Cada família será contemplada com R$ 16,4 mil para comprar alimentos, insumos agrícolas, sementes, mudas, ferramentas e material de construção.
A verba vem do Programa de Crédito Instalação do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) que fará o repasse ao Itesp (Instituto de Terra de São Paulo), administrador da área.
O programa é acompanhado de perto pela Abafa (Associação Batataense da Agricultura Familiar) que ficará responsável por gerenciar a comercialização dos protudos em estabelecimentos daquele município. Antes de concretizar a negóciação, a Abafa fará uma pesquisa de preços. O dinheiro será repassado aos fornecedores somente após os produtos serem entregues e as notas fiscais enviadas ao Incra.
O presidente da Associação, Sebastião Lourival Claro, disse que o dinheiro é um empréstimo e que os agricultores terão três anos de carência e depois até 17 anos para pagar. "Esse dinheiro é muito bem-vindo para ajudar os agricultores que estão começando. Além disso, os juros estão abaixo de 1% ao ano".
A iniciativa deve mudar o panorama atual do assentamento. Para muitas famílias essa é a ajuda necessária para construir no local e começar a investir na lavoura. "Com o repasse para a habitação os contemplados vão investir na construção de imóveis que devem ter, no mínimo, 46 metros quadrados", disse Sebastião Claro.
AJUDA NA REGIÃO
Em Restinga, 159 famílias recebem anualmente R$ 3.500 do Projeto de Aquisição de Alimentos do governo federal. Com isso, elas precisam investir no plantio de hortas e fornecer o resultado do trabalho para entidades ligadas à famílias carentes e prefeituras. "Fornecemos por semana 9.500 toneladas de alimentos para as cidades de Restinga, Franca, São José da Bela Vista, Batatais e Orlândia", disse Nédito Silva, representante do MST (Movimento dos Sem-Terra) dentro da Fazenda Boa Sorte.
Além disso, podem recorrer a empréstimos do Pronaf (Programa Nacional de Agricultura Familiar) para custeio da lavoura e aquisição de animais. Para isso, foram criadas dentro do assentamento cinco associações de agricultores que juntas administram 50 pequenas hortas.
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