Quem mentiu?


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A ministra Dilma Roussef nega ter-se encontrado com a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira, que, por sua vez, reafirma a existência de tal encontro. Quem mentiu? Rememorando, ocorreu que em depoimento à Comissão de Constituição e Justiça do Senado, na última terça-feira, a ex-secretária confirmou novamente a ocorrência do encontro com a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, reafirmando que a ministra teria `pedido` para agilizar a fiscalização do filho do senador José Sarney na Receita Federal. A realidade é que alguém mentiu. Se estivéssemos num país `sério`, onde mentiras produzidas por autoridades pública fossem exemplarmente punidas, teríamos duas situações: se a mentira fosse da ex-secretaria da Receita Federal, a mesma deveria arcar com todas as sanções legais previstas; se, da ministra Dilma Rousseff, teria ela que, no mínimo, ser exonerada do cargo e sair do cenário político. O que nós, cidadãos, não podemos aceitar é que a situação perdure. Seria fácil concluir quem está com a verdade, bastando que a segurança do Planalto, autorizada pela Câmara dos Deputados, libere as imagens das câmeras de segurança, mostrando quem está dizendo a verdade e, consequentemente, punindo a `mentirosa`. Apesar da tentativa governista de dizer que tudo não passou de um `mal entendido` que não levará a nada, a questão que fica é a do "porque" da negativa dos governistas e da ministra em confirmar o encontro. Será que não querem que se descubra quem, realmente, tramou nos bastidores, contra o presidente do Senado? Algumas interpretações estão sendo efetuadas quanto ao pedido para `agilizar` a fiscalização, alguns entendimento são contrários, porém, para nós, o pedido foi mais para prejudicar do que para beneficiar. Todos nós já sabemos que tudo não vai dar em nada, pois o governo precisa do PMDB de Sarney e o PMDB precisa do governo para manter José Sarney na presidência do senado. Se formos analisar a vida e os atos de cada uma das envolvidas, sabemos perfeitamente quem já mentiu. <b>O GAECO E O MÉDICO</b> O GAECO é um grupo de atuação especial criado pela Procuradoria Geral de Justiça em 1995. Tem, como função básica, o combate a organizações criminosas e se caracteriza pela atuação direta de Promotores na prática de atos de investigação, diretamente ou em conjunto com órgãos policiais e outros organismos. A questão é: o que o GAECO estava fazendo na prisão do médico Roger Abdelmassih, acusado de crimes sexuais contra suas pacientes? Não se trata de crime organizado. Há que se olhar com cuidado atitudes que extrapolam competências. <b>NOVAMENTE O GÁS BRASIL-BOLÍVIA</b> Comentamos domingo passado a revogação do Tratado Brasil-Paraguai para a Usina de Itaipu, onde o Presidente Lula revogou as cláusulas estabelecidas, beneficiando somente ao Paraguai. Agora o Presidente é pressionado para alterar o acordo de venda de gás, feito com a Bolívia. Ora, ao fazer concessões, o nosso presidente coloca-se em situação complicada, pois a sua fraqueza em defender o patrimônio público brasileiro é notória, sempre cedendo aos `governos irmãos`. Assim, ninguém mais irá cumprir contratos pactuados com o Brasil. Tornou-se patente que o presidente Lula, para ficar de bem com a comunidade internacional, não se preocupa com os prejuízos causados ao erário público, patrimônio dos cidadãos brasileiros. A propósito, já que falo cidadãos brasileiros, o senhor presidente da República bem que poderia, ao fazer essas `benevolências`, exigir respeito para com os brasileiros que vivem nesses países (Paraguai e Bolívia), pois vivem em estado de insegurança permanente. <b>DÁ PARA ENTENDER?</b> O senhor prefeito envia a Câmara Municipal o projeto de Lei 135/2009, que dispõe sobre o tombamento do prédio da AEC - Associação dos Empregados no Comércio de Franca, situado na esquina das Ruas Monsenhor Rosa com General Osório, mas, em plenário, utiliza-se de seu grupo para votar contra o projeto. Dá para entender? Sim, dá para entender, pois apresentou o projeto conforme alguns queriam e, ao determinar que sua bancada votasse contra, também atendeu aos reclamos dos diretores da AEC que necessitam vender o prédio para saldar dívidas. Assim não ficou `mal` com ninguém. <b>`GUERRA NADA SANTA`</b> As constantes denúncias e ofensivas contra a Igreja Universal do Reino de Deus não nos parece notícia espontânea, pois deixa transparecer indícios de `coisa orquestrada`. É certo que há evidências. O trabalho investigativo do Ministério Público, baseado na quebra do sigilo fiscal e bancário dos envolvidos, foi muito bem realizada. O que causa estranheza é a rapidez das informações. O Jornal Nacional dedicou aproximadamente 12 minutos, para a exposição dos fatos. Será que a criação de um, podemos dizer, escândalo alternativo ao de José Sarney, não convém a muitos grupos? Será que a Globo ataca a Record em razão de ter perdido, para a concorrente, o direito de transmissão de importantes eventos esportivos mundiais? <b>TONINHO MENEZES</b> <I>Advogado, administrador de empresas, professor universitário</I> toninho menezes@comerciodafranca.com.br

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