Romeu Tuma visita o ‘Comércio’ e critica sigilo: ‘tem que dar o nome’


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EXPERIÊNCIA - O senador Romeu Tuma cumprimenta o diretor-executivo do GCN na tarde de ontem: tranquilidade para tocar assuntos delicados
EXPERIÊNCIA - O senador Romeu Tuma cumprimenta o diretor-executivo do GCN na tarde de ontem: tranquilidade para tocar assuntos delicados
O senador Romeu Tuma (PTB) criticou o sigilo adotado pelas autoridades que deflagraram a Operação Quilate e defendeu a divulgação dos nomes das pessoas presas durante a ação. “Defendo a liberdade de imprensa total. Acho que não se pode inventar, não se pode fazer vazamento em off (sem que a fonte assuma as declarações). Se está comprovado, tem que dizer porque foi preso e dar o nome. Não é um impedimento que vai agradar a sociedade ou vai trazer virtudes à Polícia Federal”. A afirmação foi feita ontem durante visita à sede do GCN (Grupo Corrêa Neves de Comunicação). Tuma foi delegado, superintendente e diretor-geral da Polícia Federal entre 1983 e 1992. Sua firme atuação rendeu-lhe o apelido de “Xerife”. Foi eleito senador pela primeira vez em 1995. É um dos corregedores do Senado Federal. O delegado aposentado veio a Franca para participar da inauguração do escritório regional do PTB. Antes do compromisso, conheceu as novas instalações do Comércio da Franca e da Rádio Difusora. Estava acompanhado dos deputados Campos Machado (estadual) e Nélson Marchezelli (federal); do vice-prefeito de Franca, Ary Balieiro, e dos vereadores petebistas Wanderlei Tristão, Josivaldo Bahia e Pastor Otávio. A comitiva foi recepcionada pelo diretor-geral do GCN, o jornalista Corrêa Neves Júnior. Durante um café na Sala Horizonte, o jornalista abordou a Operação Quilate e falou sobre a recusa da Polícia e da Justiça Federal em divulgar informações relevantes a respeito da ação. O experiente policial afirmou não ver motivos para tanto segredo. “Não tem que vazar informações, tem que dar entrevista. A liberdade de imprensa é coisa sagrada. O jornalista tem o direito de escrever o que ele quiser. Se não sabe a verdade, como é que vai fazer?” Na opinião do senador, a divulgação dos nomes de pessoas presas é importante para evitar que o crime continue sendo praticado e para que a sociedade saiba quem são os autores. Para ele, é errado juízes ou advogados impedirem entrevistas a respeito de processos que eles considerem sigiloso. “A população fica ansiosa. Você está numa cidade como Franca, tem uma operação deste ‘quilate’ e ninguém fala nada? A população fica perguntando: o jornal é desinformado? Não informa nada, não sabe nada? Tem que dar o nome”. SENADO Romeu Tuma ficou à vontade não apenas para criticar o silêncio da polícia, mas falou também do próprio terreiro. Lamentou as discussões entre senadores e admitiu que a crise que se arrasta há seis meses manchou a imagem do Senado Federal. “Marcou muito. Para recuperar, temos de ter uma postura ética e de dignidade muito grande. Com a aproximação das eleições, você não pode continuar nesta carreata de agressões, de ataques sem respeito nenhum, porque senão, praticamente, não vai ter gente para votar em candidato ao Senado”, disse. O senador entende que o arquivamento das representações contra o presidente da casa, José Sarney (PMDB-AP), não significa que as denúncias ficarão sem apuração. “Não apura no Senado, mas continuam os processos no Ministério Público e na Polícia Federal, já com indiciados e busca de informações, principalmente quebras de sigilo, para cruzamento de dados e indicar se há responsabilidade de algum parlamentar para, aí sim, abrir o processo de cassação por falta de ética”. INAUGURAÇÃO Ao deixar a sede do GCN, a comitiva do PTB inaugurou o escritório regional do partido. À noite, o senador e os deputados receberam políticos e filiados do partido na Câmara Municipal. Mais de cem pessoas estiveram presentes. O assunto do encontro foi focado no fortalecimento do partido para as eleições de 2010. Um dos temas foi a posição dos tucanos de que não indicariam ne- nhum nome para disputar o senado e apoiariam o nome do PTB para o cargo, no caso, Romeu Tuma.

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