Irritados com boladas no portão, moradores do Jardim Portinari pediram para a Prefeitura dar um fim no campo de futebol improvisado no terreno público que ocupa todo o quarteirão da Rua João Garcia. Eles foram atendidos, mas o que poderia ser a solução criou uma insatisfação ainda maior: a Prefeitura fez diversas escavações no terreno, deixou montes de terras que espalham uma grossa poeira por toda a vizinhança. “Esse poeirão está deixando todo mundo doente. O pó chega nas panelas da cozinha”, disse Regina Azevedo que mora em frente ao “ex-campo”.
O objetivo dos moradores da região é conseguir que alguma obra seja construída no local. “Não pode ser campo de futebol? Então a Prefeitura tem que construir algo aqui”, disse a dona de casa Regina.
O sapateiro Marcos Donizete Corrêa, que também jogava futebol no campinho, é um dos mais revoltados com a situação. “Pra quê estragaram o lugar desse jeito. Não era mais fácil colocar um alambrado ou criar uma área de lazer aqui”, disse ele que participa de um movimento de moradores que fizeram um abaixo-assinado que foi entregue para a Prefeitura cobrando providências. “Só queremos saber o que vai ser. Ninguém dá explicações. Mas ficar desse jeito não dá”, disse.
A secretária de Urbanismo, Valéria Marson, disse que a área é institucional e não de lazer. “Já tiramos as traves de lá várias vezes e, durante a noite, alguém colocava outras. Agora foi preciso estragarmos a terraplanagem”. Por enquanto não há nenhuma previsão de obras no terreno. “Lá pode ser escola, creche ou centro comunitário, mas não temos ainda uma previsão”. Segundo Valéria, pelo menos de momento, o local não precisa de novas instalações. “Ali perto tem creche, escola estadual e municipal. Nós vamos trabalhar em função das demandas, dependendo da necessidade”, disse.
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JÁ RESOLVIDO
Outro problema a poucos quarteirões dali acontecia na Rua Francisco Avelino Costa Gimenes. Segundo a vizinhança, uma estrutura semidemolida e abandonada estava servindo de esconderijo para usuários de drogas, acúmulo de sujeira e água parada. No local, há mais de dez anos, funcionava um pesqueiro. O responsável pela área, que tinha permissão para utilizá-la até outubro, desocupou antes. Depois das reclamações dos vizinhos, na última terça-feira, a Prefeitura limpou o local.
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