Nem sempre perder um animal de estimação é sinônimo de sofrimento. Na casa do jovem Ricardo Limonti, 14, o sumiço de, acreditem, uma tartaruga se tornou motivo de risada. Ricardo havia ganhado duas tartarugas ainda filhotes e foi orientado a colocá-las no sol uma vez por semana para evitar que o casco ficasse com bolor, pois elas viviam num aquário com água.
Junto do irmão, Ricardo colocou as duas para o banho de sol no pomar que têm em casa. Enquanto a dupla se esquentava, os donos foram jogar bola. Quando se lembraram delas, era tarde demais.
Não encontraram nem rastro das tartarugas. Depois de olharem por todos os cantos, decidiram cavar buracos com uma enxada para tentar encontrá-las. A tarefa durou até a noite, mas apenas um dos animais foi encontrado. “Ela estava enterrada, num lugar bem longe de onde a gente tinha deixado. Não me lembro direito, mas acho que o buraco que ela cavou era maior que uma régua de 30 centímetros. Ela cavou e tampou o buraco”.
Já faz um ano que o episódio aconteceu e até hoje a outra tartaruga não apareceu. No dia seguinte ao desaparecimento, Ricardo e os familiares voltaram a procurar a bichinha, mas nem sinal. O jovem não sabe se ela morreu, se ainda mora no pomar ou se fugiu. “Conversei com um amigo meu que entende de animais e ele disse que as tartarugas costumam se enterrar por um tempo e depois saem da terra. Talvez ela tenha cavoucado, saído no terreno baldio ao lado da minha casa e fugido”, disse o estudante.
Perder uma tartaruga fez Ricardo ficar mais esperto com os cuidados tidos com a espécie. A tartaruga resgatada da terra vive solitária no aquário antes dividido com a outra. Ela ainda precisa tomar sol. Mas nestas horas, não fica mais solta. Ricardo a coloca dentro de uma bacia e fica vigiando. “Tenho de ficar olhando. Esses dias ela pulou do aquário e foi parar no chão. A gente zoa até hoje com essa história porque todo mundo fala que tartaruga é lerda, mas as minhas são bem espertas. Não dá para brincar não”.
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