O TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região negou o pedido de liminar do comerciante Mozair Ferreira Molina, preso na ‘Operação Quilate’ desencadeada na semana passada pela Polícia Federal em Franca. O advogado de Molina disse que aguarda o julgamento do mérito da ação, que ainda tramita no tribunal.
Outro procedimento que deverá ser adotado em defesa do comerciante é um pedido de reconsideração da decisão da prisão preventiva. A base, segundo o advogado Luiz Roberto Barci, serão os depoimentos já prestados por seu cliente na sede da Polícia Federal em Ribeirão Preto. “Ele já foi ouvido então não há o porque mantê-lo preso”, disse.
A negativa da liminar ocorreu na última terça-feira, mas Luiz Barci aposta no julgamento do mérito da ação. Um dos desembargadores do TRF pediu esclarecimento do processo que tramita na 2ª Vara Federal em Franca. “Foi negada a liminar, mas o mérito do habeas corpus ainda não foi julgado. A liminar é para uma decisão rápida que o desembargador analisa com urgência. Essa ele negou. Agora o mérito ainda não foi julgado”, disse Barci.
Segundo o advogado de defesa de Molina, seu cliente foi ouvido esta semana pela Polícia Federal. Com base nos esclarecimentos feitos pelo comerciante, Barci pretende voltar onde o processo foi originado, ou seja, na 2ª Vara Federal e solicitar a soltura de Mozair.
“Eu optei pelo pedido de reconsideração juntando novos documentos. Ele (o juiz) negou a revogação da prisão preventiva aqui em Franca, como negou de todos os envolvidos. Eu vou pedir a reconsideração dessa decisão. Só que meu cliente já foi ouvido. Estou juntando suas declarações do Imposto de Renda dos últimos quatro anos, notas fiscais e documentos de seu escritório para nova análise do Juiz”, disse Barci.
Enquanto a Justiça não analisa os documentos e o novo pedido de liberdade de Mozair Ferreira Molina, ele continua preso no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Ribeirão Preto.
André Cintra Alves, Isalto Donizete Pereira, o israelense Gadi Hoffman e Jorge Khabbaz continuam presos nos CDPs de Ribeirão Preto e Pinheiros, em São Paulo. Rejane Aparecida Coelho Teixeira Khabbaz e José Roberto Dias, presos durante a operação, conseguiram alvarás de soltura. Danilo Cintra Alves, que não tem relação com o comércio ilegal de diamantes, mas foi detido no dia da operação por ser surpreendido com uma arma de fogo, também já deixou a cadeia do Jardim Guanabara.
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