O TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região negou o pedido de liberdade provisória para um comerciante preso durante a "Operação Quilate" desencadeada na semana passada pela Polícia Federal. André Cintra Alves teve indeferido seu pedido de relaxamento de prisão. Agora seu advogado deve impetrar recurso junto ao STJ (Superior Tribunal Justiça) em Brasília.
Já os representantes de Mozair Ferreira Molina aguardam parecer dos desembargadores, que segundo eles, pediram esclarecimentos do processo na 2ª Vara Federal. Jorge Khabbaz, outro comerciante preso pela PF, aguarda decisão do pedido de liberdade que tramita em Franca.
O Comércio soube ontem que os advogados do escritório Brasil Salomão e Matthes, de Ribeirão Preto, vão assumir a defesa do israelense Gadi Hoffman. Ele é acusado de ser um dos maiores compradores de pedras preciosas do esquema. Seus representantes informaram que irão assumir a defesa, mas que ainda não tiveram acesso aos autos.
A advogada Maria Clara Seixas foi sucinta ao comentar o caso: "O escritório Brasil Salomão e Matthes advocacia, na pessoa da sócia Maria Claudia de Seixas e do advogado Regis Galino, irá assumir a defesa de um dos acusados. Ainda não há informações pois não tivemos acesso aos autos. Somente amanhã (hoje) é que provavelmente, assim que tudo estiver pronto, devemos pleitear a liberdade provisória do cliente".
Os representantes de Isalto Donizete Pereira não foram localizados pela reportagem para falar do procedimento de defesa adotado.
<b>BATALHA JURÍDICA</b>
Com objetivo de ver seus clientes o mais rápido possível fora da cadeia, advogados travam uma verdadeira "batalha" na Justiça Federal. Alguns defensores dos acusados adotaram duas medidas para tentar livrá-los da prisão preventiva. Os representantes de Mozair Ferreira Molina e André Cintra Alves impetraram pedidos de liberdade provisória na 2ª Vara Federal em Franca e habeas corpus no TRF.
Quanto a André, os dois pedidos foram indeferidos. "Estamos entrando com recurso em Brasília para que nosso cliente responda em liberdade", disse Guilherme Del Bianco de Oliveira. O outro advogado de Alves, Tiago Silva Andrade Souza, viajou para a capital federal a fim de acompanhar o trâmite do habeas corpus no STJ.
Luiz Roberto Barci, defensor de Molina, procedeu da mesma forma e agora aguarda parecer final dos desembargadores do TRF.
O comerciante Jorge Khabbaz segue recolhido no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Pinheiros (SP). Seu advogado, João Carlos de Souza Freitas disse que aguarda a decisão do pedido de liberdade impetrado na primeira instância. "O Juiz da 2ª Vara Federal não analisou o requerimento", disse Freitas.
Até o momento, dois acusados de envolvimento com a organização acusada de vender pedras preciosas, Rejane Ap. Coelho Teixeira Khabbaz e José Roberto Assis, conseguiram o relaxamento da prisão. Eles deixaram a cadeia no fim de semana. Danilo Cintra Alves, que não tem envolvimento com as acusações de compra e venda de pedras, também deixou o Guanabara. Ele foi preso durante a operação por estar com uma arma e ser indiciado por porte ilegal.
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