A investigação da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) deve caminhar em duas frentes. A primeira agirá em conjunto com o Conselho Tutelar e com as famílias de pelo menos duas das meninas envolvidas no esquema de prostituição infantil na cidade. O objetivo é trazê-las de volta do Rio de Janeiro. "Atuaremos em conjunto com a polícia carioca e com o Conselho Tutelar de lá. Estamos levantando os endereços junto às famílias para que possamos buscá-las", afirmou a delegada Graciela David Ambrósio.
Na outra frente, os policiais trabalharão na identificação dos aliciadores - pelo menos cinco homens e uma adolescente - e possíveis pontos de prostituição de crianças e adolescentes na cidade. "As garotas já nos indicaram o caminho. Vamos fechar o cerco contra eles para que ao final do inquérito não reste dúvidas sobre a participação dos indiciados", disse a delegada.
Empresários francanos e um político da região estão na mira. "De acordo com o depoimento das menores, há donos de bares na Estação, Guanabara e Leporace envolvidos no esquema. Além disso, um político da região foi citado por mais de uma delas", afirmou Graciela.
Pela Lei de Crimes Hediondos - alterada este mês pelo presidente Lula - qualquer ato libidinoso com menores de 14 anos pode ser enquadrado no crime de estupro presumido. As penas variam de oito a 12 anos de prisão e não há mais a necessidade de representação da família contra o agressor. Se houver indícios, o inquérito deve ser instaurado pela polícia para apurar o crime, independentemente da vontade dos envolvidos.
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