Quadrilha do diamante reunia pelo menos 15 pessoas


| Tempo de leitura: 2 min
<b>INVESTIGAÇÃO</B> - A procuradora da República em Franca, Daniela Poppi, alerta que a apuração ainda não acabou. “No decorrer da investigação podem surgir mais pessoas que podem ser pre
<b>INVESTIGAÇÃO</B> - A procuradora da República em Franca, Daniela Poppi, alerta que a apuração ainda não acabou. “No decorrer da investigação podem surgir mais pessoas que podem ser pre
As investigações realizadas pelo Ministério Público e pela Polícia Federal apontaram o envolvimento de pelo menos 15 pessoas com a organização criminosa que atua em Franca no comércio ilegal de diamantes. A apuração continua em andamento e novas buscas e prisões podem ser feitas. Destas 15 pessoas, duas estão com mandados de prisão expedidos pela Justiça que ainda não foram cumpridos. Cinco comerciantes detidos na semana passada permanecem recolhidos à disposição das autoridades. Já as três pessoas que conseguiram o alvará de soltura no sábado desapareceram e não deram entrevistas a respeito. A ofensiva contra a extração e venda ilegal de diamantes na região não é recente. Em novembro de 2007, fiscais do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) fizeram uma operação para combater a atividade no Reservatório de Marimbondo, no Rio Grande, divisa entre os Estados de São Paulo e Minas Gerais. Na oportunidade, foram apreendidas sete pedras de diamantes extraídas irregularmente e 26 embarcações. Cinquenta e cinco pessoas foram autuadas por execução de pesquisa, lavra e extração de recursos minerais sem autorização. Foi a partir desta operação, denominada “Diamante Rosa”, que as autoridades começaram a investigar o comércio clandestino de diamantes na região. Por meio de escutas telefônicas e relatos de testemunhas, descobriram que Franca era a base da organização criminosa. Desde o começo do ano, o Ministério Público Federal em Franca começou a atuar no caso e encaminhou à Justiça os pedidos de prisão. Quatorze mandados foram expedidos e resultaram na ação deflagrada quarta-feira. Dois homens que atuam na compra de diamantes não foram encontrados e seguem procurados pelos federais. “Existem outros dois mandados, sim. Não posso dizer que são foragidos, porque não existem provas de que estão fugindo. Eles não foram encontrados ainda”, afirmou ontem a procuradora da República Daniela Pereira Batista Poppi. A representante do Ministério Público Federal ressaltou que as investigações estão em andamento e que podem resultar em novas prisões e apreensões. As autoridades trabalham em sigilo para tentar chegar a todos os integrantes da organização criminosa e derrubar o esquema. “Temos cerca de 15 envolvidos no mínimo. É uma quadrilha já formada e com muitos anos de atuação, inclusive, com o conhecimento de muita gente na cidade. No decorrer da investigação podem surgir mais pessoas que podem ser presas. De repente, pode surgir, também, a necessidade de novas buscas de documentos ou de pedras”. Até o fechamento desta edição, Mozair Ferreira Molina, Isalto Donizete Pereira, André Cintra Alves e o israelense Gadi Hoffman continuavam presos no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Ribeirão Preto. Jorge Khabbaz está recolhido no CDP de Pinheiros em São Paulo. Os advogados aguardam a decisão da Justiça do pedido de habeas corpus impetrado no TRF (Tribunal Regional Federal).

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários