Amor corporativo


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<b>CONCILIAÇÃO</B> - Paulo Neto e Fernanda Matsuzaki se beijam no local de trabalho, mas fazem um alerta importante para manter o relacionamento e a vida profissional: \`No trabalho somos colegas, depois que saímos daqui,
<b>CONCILIAÇÃO</B> - Paulo Neto e Fernanda Matsuzaki se beijam no local de trabalho, mas fazem um alerta importante para manter o relacionamento e a vida profissional: \`No trabalho somos colegas, depois que saímos daqui,
Se você estiver pensando em iniciar um namoro com um colega de trabalho ou se sente atraído por aquela bela companheira de bancada, cuidado. As conseqüências, em muitos casos, podem chegar até mesmo à demissão. De ambos. Apesar de não ter o apoio dos especialistas em Recursos Humanos, a manjada regra de não “comer a carne onde se ganha o pão”, continua valendo na maioria das empresas e o final da história pode não ser tão feliz quanto nos romances. Quem insiste na relação precisa seguir uma série de regras de etiqueta e esquecer qualquer intimidade na hora do trabalho. Os relacionamentos sejam amorosos ou familiares servem também de critérios durante as admissões. “Isso é comum. A gente tem vários clientes que pedem para pesquisar se o candidato tem parentes na empresa”, disse Rosângela Baldini Silva, coordenadora de Recursos Humanos de uma agência de empregos que seleciona funcionários para cerca de 350 empresas. O assunto não é explorado pelas empresas. “Isso é ordem da direção, mas até hoje ninguém soube me explicar o motivo”, completou. Para a consultora de Recursos Humanos, psicóloga, doutora em serviço social e professora de administração da Unifran, Ana Paula Barbosa Indiano de Oliveira, oficialmente não há regras fixas para a manutenção de familiares no quadro de funcionários e cada empresa decide como agir. “Existem os dois lados da moeda e isso depende da cultura organizacional e dos valores da empresa.Tem empresa que convive bem com isso, mas tem outras que proíbem”. A especialista, que presta assessoria para cerca de dez empresas em Franca, relaciona fatores positivos e negativos do relacionamento entre funcionários. “Com pessoas de uma mesma família a empresa tem um maior envolvimento de ambos e eles acabam se doando mais. Por outro lado, quando você demite uma das pessoas, isso acaba interferindo na outra”. Defensora da contratação de parentes ou casais, ela afirmou que o ideal seria que a recomendação de um antigo funcionário, mesmo para a mulher ou marido, tivesse mais peso na seleção do que apenas um currículo sem indicação. “Se você trabalha com uma pessoa há muito tempo, você sabe qual é a sua base familiar e os seus valores, mas nem sempre essa idéia é aceita”, disse. <p style="text-align: center;"><a target="_blank" href="http://francainsight.wordpress.com/files/2009/08/se-liga-namoro-no-trabalho1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-193" title="arte/comercio da franca" src="http://francainsight.wordpress.com/files/2009/08/se-liga-namoro-no-trabalho1.jpg" alt="arte/comercio da franca" width="422" height="480" /></a></p> <b>CASOS DE SUCESSO</b> Apesar da regra informal, algumas exceções provam que a aposta pode dar bons resultados. Alguns relacionamentos entre colegas são tão sólidos que acabam em casamento. Em outros, a união do casal no ambiente de trabalho até aumenta o rendimento de ambos. Trabalhando juntos há dois anos, os gestores na área de saúde e tecnologia, Fernanda Matsuzaki e Paulo Neto, dizem que trabalhar na mesma empresa só trouxe pontos positivos. “Acho que vem dando certo porque a gente aprendeu a separar a vida pessoal do trabalho. A palavra de ordem foi o equilíbrio”, disse. O gestor de tecnologia Paulo Neto também não viu problemas na relação. “É preciso tomar cuidado para não misturar os relacionamentos. No trabalho somos colegas, depois que saímos daqui, marido e mulher. Se houver ética dá sempre certo”. A história do engenheiro de segurança Maurício Cerqueira Pucci e da secretária geral Ana Rita de Andrade Pucci, que trabalham juntos na Unifran há aproximadamente 25 anos, mostra que o tempo não é um adversário. Para tanto basta seguir regras de boa convivência profissional e pessoal. Ana Rita diz ser impossível evitar que um casal que trabalha junto se relacione e seria injusto puni-lo somente por isso. “Se eles (homem e mulher) mantiverem uma ética e respeitarem o ambiente profissional, não podem ser punidos”. Segundo ela, os próprios casais acabam impondo regras de convivência e atuam como se fossem apenas colegas. “Aqui temos vários casos e a instituição não impõe regras, mas temos que ter ética e não podemos interferir um no trabalho do outro. Aqui dentro somos profissionais e não marido e mulher”.

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