O Conselho de Leitores 2009/2010 do GCN reuniu-se em 8 de agosto para o primeiro encontro de trabalho pós eleição do novo grupo. Estiveram presentes os 12 conselheiros titulares. A longa pauta de trabalho estendeu-se por mais de 5 horas de discussões.
A reunião marcou o início de atuação sobre as atividades do jornal Comércio da Franca, rádio Difusora, núcleo de revistas e site do Comércio de 8 dos 12 conselheiros titulares. Quatro integravam o conselho anterior e permaneceram, a convite da direção do GCN, possibilidade prevista no Regulamento Interno, destinada a garantir a manutenção da expertise do grupo.
Os novatos, devagar, foram se soltando. O perfil do atual grupo é essencialmente crítico. Isso, aliás, já se podia perceber na intensa troca de mensagens postada na “caixa do conselho”, ambiente de debate virtual colocado à disposição dos conselheiros, logo após a posse, em 21 de julho.
Daquela data até o 8 de agosto, foram 193 mensagens. Nada escapou à visão detalhista deles: o caderno de Esportes, “não pode prescindir de um colunista periódico”; “o que está havendo com a revisão que deixa passar incorreções nas palavras?”, exatamente na ocasião em que o GCN optava por abolir serviços de revisão – no rastro dos principais jornais brasileiros –, e entregar a responsabilidade às suas várias editorias; “não concordamos com a superexposição do garoto ‘herói”, ou “o jornal está certo, pois o menino saiu do anonimato e tornou-se personagem que precisa ser acompanhado”; visões sobre design, filosofias de produção jornalística do jornal e da rádio.
De conselho para conselho (este, que atua agora, é o terceiro desde a criação do projeto, em 2005) observa-se o acirramento da visão crítica, que livremente contesta e deixa claras posições discordantes sobre eventuais matérias e abordagens e também indica sensações, gostos e rumos que leitores e ouvintes gostariam de ouvir e ler, diariamente, na “rádio do povo” e no “jornal que todo mundo lê”.
A direção do GCN garante a livre expressão de pensamento e seus conselheiros levam isso muito a sério. O resultado é saudável. Sem a ousada “rebeldia” de cobrança de seus conselheiros ou sem a capacidade deles, certamente levaríamos mais tempo para corrigir rumos e apresentar novidades, como também teríamos mais dúvidas sobre o que deve ser mantido como está. Os “pitacos” dos conselheiros funcionam como condutores que ajudam toda a equipe a nortear seu trabalho em busca de um jornal cada vez melhor.
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