Os familiares dos comerciantes presos anteontem em Franca se trancaram e não falam sobre a ação da Polícia Federal. Advogados, amigos e parentes próximos dos acusados de envolvimento no comércio ilícito de diamantes disseram que suas mulheres e filhos estão abalados com o episódio.
Ontem a reportagem do Comércio percorreu todos os lugares onde ocorreram prisões em Franca. Vizinhos disseram não ter observado nenhum movimento que chamasse atenção durante ou depois da estada da Polícia Federal.
Na casa de Mozair Ferreira Molina, ninguém foi encontrado. O advogado que o defende, Luiz Roberto Barci, informou que a mulher está fora da cidade e que não iria comentar o caso. "Ela está muito transtornada com tudo isso. Hoje (ontem) ela está fora de Franca" disse o advogado.
No Condomínio Morada do Verde, na casa de Isalto Donizete Pereira, onde ocorreu a maior apreensão da Polícia Federal, porteiros da não permitiram a entrada da reportagem. Eles informaram que a família do comerciante não estava em casa. Por telefone, parentes de Isalto disseram que não tinham nada para comentar.
Na região central, em um prédio de apartamentos de luxo, residência de André Cintra Alves, sua mulher informou, através do porteiro, que não iria falar da prisão do marido. "Ela mandou dizer que no momento não tem condições psicológicas de falar sobre o caso", disse o funcionário.
Ainda no Centro, mas no Hotel Franca Inn, onde foi preso o israelense Gadi Hoffman, a reportagem apurou que ele estava hospedado num dos quartos há apenas três dias. A ação dos federais para prendê-lo foi descrita como muito discreta. Quatro agentes chegaram no balcão de atendimento e se identificaram.
Depois subiram até seu quarto. Trinta minutos se passaram. Eles desceram com o acusado - que estava sem algemas - e não foram mais vistos. Funcionários do hotel não informaram se o israelense era um hóspede habitual.
Familiares de José Roberto Assis disseram que sua mulher e filhos também estavam abalados com a prisão e as acusações feitas pela Polícia Federal. A casa da família ficou fechada todo o dia. Um tio do lapidário, morador no mesmo bairro, disse que seu sobrinho é trabalhador e não entende o porquê de estar envolvido nesta situação. "O advogada já está trabalhando para soltá-lo e espero que isso aconteça logo. O Robertinho é apenas um lapidário e um trabalhador. Acho que tudo isso é uma injustiça", disse ele.
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