Gripe suína: Estado recomenda afastar grávidas do atendimento ao público


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<b>NOVIDADE</B> - Atendente do Hospital Regional orienta Tatiana Machado, grávida de três meses: entidade retirou gestantes do setor.
<b>NOVIDADE</B> - Atendente do Hospital Regional orienta Tatiana Machado, grávida de três meses: entidade retirou gestantes do setor.
A Secretaria de Estado de Saúde divulgou por volta do meio-dia de ontem uma recomendação para que o trabalho de grávidas fique restrito a locais onde não haja contato com aglomerações e pessoas gripadas como ambulatórios e salas de aulas. A medida tem como objetivo prevenir casos de infecção pelo vírus da gripe A (H1N1) entre as gestantes, que fazem parte do grupo de maior risco de morte pela doença. A forma como a recomendação será posta em prática, no entanto, não foi definida. Na própria Secretaria de Saúde a informação é de que os diretores dos serviços que atendem a população como hospitais, farmácias e postos de saúde devem decidir individualmente como proceder. Já a Secretaria de Estado de Educação ainda estuda uma maneira de acatar a recomendação. Na Prefeitura de Franca, o secretário de Administração Jerônimo Sérgio Pinto disse desconhecer a recomendação, mas acredita que a medida deve ser acatada pelo município. "Vamos estudar a melhor forma de mantê-las longe do `perigo`. Seja pela transferência para outros setores ou mesmo afastamento temporário. Se o Estado está tomando uma providência como esta, temos que ficar atentos", disse o secretário. Não há estimativa sobre o número de grávidas no poder público. Jerônimo afirmou ainda que será preciso fazer um levantamento para saber quantas mulheres se encontram nessa situação. "Hoje vou entrar em contato com os adjuntos de cada secretaria para fazer este levantamento", afirmou Jerônimo. <b>PARTICULARES</b> A Santa Casa afirmou através de sua assessoria que ainda não foi oficialmente comunicada sobre a recomendação e que por enquanto as grávidas não devem ser "remanejadas". No Hospital Regional, as gestantes foram retiradas da linha de frente de atendimento antes mesmo da decisão do Estado. "Assim que percebemos que elas são mais vulneráveis à doença, nossa Comissão de Controle de Infecção Hospitalar tomou medidas para direcioná-las a locais aonde não haja contato com o público", afirmou Sátiro Alves Filho, presidente do conselho administrativo do hospital. Entre as escolas particulares que voltaram às aulas na última segunda-feira, o Colégio Pestalozzi é um dos que têm uma professora grávida em seu quadro de funcionários. Segundo a coordenação pedagógica da instituição de ensino, a professora, que leciona no ensino fundamental, foi transferida para outro setor. "Preventivamente, ela está trabalhando na secretaria do colégio desde o reinício das aulas", disse uma funcionária que preferiu não ser identificada. Ainda no setor privado, a Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca) planeja orientar seus associados sobre a gripe suína através do site da entidade. "Também não fomos informados pela Secretaria, mas já estávamos estruturando mudanças em nossa página na internet. Devemos incluir mais essa informação", disse Alessandro Macedo, assessor de imprensa da associação.

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