A secretaria de Saúde de Franca confirmou ontem o primeiro caso de raiva animal registrado em 2009 na cidade. Na última terça-feira, dia 4, dois funcionários do Colégio Técnico Agrícola "Professor Carmelino Corrêa Jr" perceberam que uma novilha de um ano e meio estava com sintomas da doença. No mesmo dia, horas depois, ela foi encontrada morta. Foram recolhidos materiais do cérebro do animal e encaminhados ao Instituto Pasteur de São Paulo. O resultado, divulgado segunda-feira, deu positivo.
O vírus da família Rhabdoviridae é transmitido pelo morcego hematófago (que se alimenta de sangue) ao morder bovinos e eqüinos. Ninguém soube dizer quando o animal contraiu a doença. Em maio, todo o rebanho do local, formado por 55 animais entre vacas, novilhas e bezerros, foi vacinado na Campanha da Febre Aftosa.
César Roberto Guimarães, diretor do Colégio Agrícola, explicou que dois funcionários do Colégio encontraram o animal deitado e com sintomas da doença na terça-feira, dia 4. "Foi tudo muito rápido. Chamamos o professor de zootecnia da casa para ajudar. Achávamos que era intoxicação, pois nunca tínhamos tido raiva aqui", disse. Depois de algumas horas, ela (o animal) estava morta. "Acionamos a Vigilância Sanitária, que retirou seu cérebro para fazer exames. No mesmo dia a novilha foi incinerada", disse.
O bovino mestiço não teve contato externo e nasceu e cresceu na fazenda do Colégio. "É estranho pois não avistamos nenhum morcego por aqui e mais nenhum animal está com os sintomas da doença. Por isso, os estamos observando diariamente", disse. Os dois funcionários do colégio e o professor que tiveram contato direto com o animal preferiram não ser identificados e receberam, ainda na tarde de ontem, medicação com vacina e soro.
Por enquanto, as aulas do Colégio Agrícola previstas para iniciar na segunda-feira não serão adiadas. "Não há mais problema nenhum. As aulas começarão dia 17 de agosto normalmente", disse César.
PECUARISTAS ATENTOS
Nesta terça-feira serão revacinados todos os animais no perímetro de 500 metros do Colégio Agrícola. Os agentes da vigilância Ambiental também farão outro reforço na vacinação daqui a 30 dias. O secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, alerta os proprietários de animais para que fiquem atentos. "No prazo de 60 dias, será necessário analisar qualquer mudança ou alteração no comportamento dos animais", disse.
Durante esta semana a vigilância fará também a captura de alguns animais, a coleta de materiais para exames e o monitoramento na região da população de morcegos.
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