Tales Henrique Nazário, 23, tinha passagens anteriores por furto e receptação. Era procurado pela Polícia Federal acusado de falsificar dinheiro, crime que lhe rendeu uma condenação de três anos. EE, 27, já ficou preso no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Pinheiros em São Paulo acusado de roubo à mão armada. Ambos foram detidos, ontem à noite, pela Polícia Civil de Franca. Estavam trabalhando como flanelinhas em Franca.
O primeiro, vigiava carros na Avenida Champagnat e foi preso diante de uma concessionária. O segundo, “prestava serviços” diante do Peixinhos na Major Nicácio. Foi conduzido à DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e fichado. Foi orientado pelo delegado Adolfo Domingos a não atuar mais como flanelinha. Liberado, voltou a agir no mesmo local minutos depois. Foi detido novamente e passou a madrugada no Plantão ao lado de outros três guardadores.
Durante a operação, os policiais detiveram 13 flanelinhas. Cinco deles, tinham antecedentes criminais. Todos foram fotografados e tiveram seus dados pessoais cadastrados na DIG. “Se uma pessoa já tem ligação com o mundo do crime, foi presa e está na rua olhando veículos, será que ela não está passando informações para aqueles que atuam no crime organizado especializado em furtos e roubos de veículos? É uma situação preocupante. A gente que deixa o carro na rua não sabe com quem está lidando”, afirmou o delegado seccional, Maury de Camargo Segui. Para o policial, a regulamentação dos guardadores seria a alternativa para se evitar o problema.
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